Usuários criam movimento #DeleteUber após protesto em aeroporto de NY

A hashtag ficou entre as mais utilizadas no Twitter durante o final de semana

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SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou neste final de semana, um decreto que veta a entrada de estrangeiros de sete países com forte presença muçulmana. A medida, controversa, ocasionou protestos em diversas cidades do país e, principalmente em aeroportos, como foi o caso do Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York.

Durante os protestos no JFK, as companhias de táxi fizeram uma paralisação em apoio aos movimentos. O Uber, por sua vez, continuou com seus serviços normalmente e desativou o preço dinâmico, que acontece em horários de pico e locais muito movimentados, como o aeroporto.

Pelo fato do CEO da companhia, Travis Kalanick, fazer parte do Fórum Estratégico e Político de Donald Trump, a medida fez com que os protestantes e usuários  do Twitter passassem a contestar o background de Kalanick e sua participação no atual governo. 

Utilizando a hashtag #DeleteUber, os protestantes convidaram os usuários a deletarem o aplicativo e a deixarem um comentário sobre o motivo do cancelamento da conta. A hashtag ficou entre as mais utilizadas no final de semana. “Não basta deletar o aplicativo, você precisa cancelar a sua conta do site. Explique o porquê”, publicou um dos usuários.

Em comunicado, o Uber afirmou que não queria se mostrar contra a paralisação. “Nós queríamos que as pessoas soubessem que poderiam utilizar o Uber para se locomoverem de e para o JFK com preços normalizados”.

Confira algumas publicações:

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