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SÃO PAULO – Os Usineiros não conseguiram sustentar por muito tempo os preços do álcool combustível acordados no final do ano passado.
De acordo com a pesquisa do (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), órgão da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP, a atual relação entre oferta e demanda e os altos preços do combustível praticados no mercado internacional estão exercendo uma forte pressão sobre os preços no mercado interno.
Essa pressão levou produtores de álcool e as distribuidoras a anteciparem negócios para garantir fatias de mercado, o que resultou em aumento dos preços.
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Acordo
“O acordo entre o governo e o setor privado conseguiu o importante feito de garantir por 40 dias os preços de álcool ao produtor abaixo do teto de R$ 1,05/l”, diz a Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo) em nota oficial.
Porém, esse esforço teria chegado a um limite e, para frear esses reajustes, seriam necessárias algumas providências. “Todos os esforços devem ser despendidos na antecipação de safra para garantir oferta adicional de 850 milhões de litros, o que contribuirá para um alívio da pressão e conseqüente reequilíbrio dos preços” aposta a Unica.
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Segundo a empresa Safras e Mercados, os preços do álcool combustível devem permanecer altos até o mês de março.