Uber implementa mudança chave em seu modelo e gera controvérsias

Em São Paulo, motoristas podem aceitar dinheiro a partir de hoje

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SÃO PAULO – A partir desta sexta-feira, 29 de julho, o Uber passa a aceitar pagamento em dinheiro físico em suas caronas. Atualmente, a companhia trabalha apenas com cartão de crédito, limitando o número de passageiros que podem usufruir do serviço.

A implementação desta ferramenta será feita de maneira gradativa entre os usuários e os passageiros conseguirão selecionar a forma de pagamento que preferem antes de chamar o carro. Se o motorista não quiser trabalhar com dinheiro físico, ele não poderá aceitar a corrida.

Na sexta-feira passada, 22, a cidade de Belo Horizonte já contava com a novidade. Duas semanas antes, a companhia fez testes nesse sentido no Nordeste ao perceber que 60% das pessoas que baixavam o app desistiam do cadastro no momento em que precisavam adicionar o número do cartão de crédito.

Neste tempo, o número de viagens com o aplicativo nas cidades – Recife, Fortaleza e Salvador – praticamente dobrou, de acordo com uma entrevista concedida por Fábio Sabba, diretor de comunicação da empresa, ao G1.

Alguns motoristas e passageiros, porém, acharam a medida “arriscada”. Para um parceiro Uber que não quis se identificar, a possibilidade de pagamento em dinheiro aumenta os riscos de assaltos. “Não vou mais pegar passageiros à noite, que é meu horário favorito, por causa disso”, afirmou, durante uma corrida. “Nem muito perto de favelas”, disparou.

Na hora da chamada, nada muda. Mesmo sem precisar adicionar os dados do cartão, todos os outros itens do cadastro do passageiro e do motorista poderão ser consultados em caso de necessidade. Mesmo assim, ele acredita que o dinheiro “vai trazer muita gente” para o app.

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Caso o motorista não tenha troco para alguma viagem, o passageiro poderá entrar em contato com o suporte e receber a diferença de alguma forma – como créditos em viagens posteriores. Os valores de tarifas dinâmicas e de promoções através dos códigos serão aplicados normalmente.

Para os parceiros, a cobrança das taxas de todas as viagens continuará acontecendo no momento do recebimento do que foi pago via crédito: todos os recebíveis em notas físicas continuam nas mãos do motorista.


Analista de conteúdo da Rico Investimentos, ex-editora de finanças do InfoMoney