Trânsito: pais têm de ensinar crianças a usar cinto de segurança

Principal causa de mortes de crianças em acidentes de trânsito é por falta do uso do equipamento

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SÃO PAULO – O uso do cinto de segurança é indispensável em qualquer situação, seja em adultos ou em crianças. A principal causa de morte entre crianças de zero a 15 anos é o acidente de trânsito por falta do uso do cinto de segurança.

No Brasil, cerca de três mil mortes acontecem por este motivo todo ano com crianças nesta faixa etária, segundo informou o secretário-geral da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Alberto Sabbag.

Segurança das crianças

A utilização do cinto e da cadeira de segurança reduz a probabilidade de morte em acidentes de trânsito e é a única opção de evitar traumas em crianças.

O cinto foi projetado para proteger o corpo de uma possível projeção em caso de colisão, por isso não se pode eliminar o uso do equipamento.

Obrigatoriedade

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) obriga o uso do dispositivo de segurança, sendo que se o motorista for flagrado sem o cinto poderá ser multado por falta grave tendo que pagar R$ 127,69 e perder cinco pontos na carteira de habilitação.

E se caso a criança estiver sem cinto, a falta é considerada gravíssima com multa de R$ 191,54 e perda de sete pontos na carteira.

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Disciplina

A criança deve ser ensinada para usar o cinto de segurança, como explica Sabbag. “Desde os cinco ou seis anos a criança tem que entender que é importante para a segurança dela estar com o cinto. A criança tem que assumir esta responsabilidade e se conscientizar sobre a importância do uso do dispositivo”, esclarece.

Segundo o secretário-geral, em casos de violência urbana, a criança já estará preparada para se soltar do cinto e sair do carro. “De maneira alguma a criança pode andar no carro sem o cinto, pois é mais provável que aconteça um acidente de trânsito do que casos como este recente no Rio de Janeiro, em que o menino ficou preso ao cinto”.

De acordo com Sabbag, os pais têm que se conscientizar que o fato foi um acontecimento isolado e que não devem dispensar o uso do cinto para a própria segurança da criança.