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SÃO PAULO – “Atualmente, morrem cerca de 98 pessoas por dia em acidentes de trânsito no Brasil. A educação para o trânsito deve ser contínua. Mas isso não se faz apenas com campanhas de uma semana”, afirma a chefe do Departamento de Estatísticas da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Maria Sumie Koizumi, que defende ações preventivas e fiscalização mais rigorosa no trânsito.
Pensando nisso, a Abramet lançou a publicação “Acidentes de Trânsito no Brasil: um Atlas de sua distribuição”. O documento reúne dados relacionados ao problema do transporte terrestre no Brasil e sua conseqüência mais danosa, os acidentes.
O Atlas tem como fontes o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Detran (Departamento de Trânsito) e Ministério da Saúde. Segundo o estudo, em 2005, a frota de veículos no País chegou a 42,071 milhões e o número de motos circulando nas vias foi de 8,160 milhões.
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Acidentes
De acordo com Maria Sumie, nas grandes cidades, os índices de acidentes de trânsito estão diminuindo. As causas, segundo a pesquisadora, podem ser a redução da velocidade, a maior concentração da frota nas ruas e a maior educação do pedestre. Mas Sumie acredita que a redução ainda não é suficiente.
“As taxas estão muito altas. As ações preventivas e a fiscalização devem ser mais rigorosas. Entretanto, precisamos de uma fiscalização para a cidadania. Enquanto isso não acontecer, continuaremos tendo mortes no trânsito”, finalizou.