Trânsito: apenas 18% dos semáforos inteligentes em SP funcionam como deveriam

Pesquisa revela que, mesmo projetados como inteligentes, semáforos funcionam como se fossem aparelhos comuns

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SÃO PAULO – Segundo levantamento feito pelo Sindviários, o Sindicato dos Marronzinhos, apenas 18% dos 1.256 semáforos inteligentes instalados na capital paulista funcionam de forma adequada. Isso quer dizer que somente 230 semáforos equipados com sensores são capazes de programar o tempo de abertura para cada via, a partir da medição automática do fluxo nos locais, o que pode ser feito em milésimos de segundos.

Falha no serviço

Apesar de projetados como inteligentes, os outro 1.026 semáforos, em sua grande maioria, operam com base em antigas programações de tempos fixos para abertura e fechamento, que são iguais durante o dia e a noite, e não levam em conta o fluxo de tráfego.

Segundo informou a assessoria de imprensa do Sindviários, esses semáforos não funcionam como deveriam por conta da falta de manutenção nos aparelhos. Quando ocorre algum problema com o sensor, os equipamentos passam a ser controlados por um operador, instalado em uma central. Mas no caso de problemas com a fibra ótica, pela qual ocorre a transmissão de dados do semáforo à central, o equipamento deve ser operado manualmente, pelo “marronzinho”.

Marronzinhos

O objetivo dos semáforos inteligentes é aumentar em até 15% a fluidez do tráfego, porém, os aparelhos acabam funcionando como comuns.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não tem recursos para substituir os sensores. Em vez de usar a tecnologia, a CET voltou a enviar equipes de marronzinhos que tentam impor um mínimo de ordem nas esquinas com trânsito congestionados, apitando e gesticulando.

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