TIM rebate acusações e nega derrubar chamadas de propósito

Operadora afirma que relatório da Anatel contém erros básicos, e que ligações são interrompidas por falta de bateria ou crédito

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SÃO PAULO – A TIM contestou as acusações de que as chamadas dos clientes Infinity são derrubadas de propósito. Empresa afirma que ligações podem ser interrompidas pelo fim da bateria do celular, ou mesmo fim do crédito do cliente.

Durante participação em audiência pública realizada no Senado ontem (8), o vice-presidente de Assuntos Regulatórios e Institucionais da TIM, Mario Girasole, afirmou que as acusações de que a empresa derruba as ligações de forma proposital seria chamá-la de anti-ética. “Não estamos falando de qualidade do negócio, mas de ética do negócio, onde qualquer suspeita decorrendo da análise superficial e conclusões infundadas, é simplesmente inadmissível. Foi o nome da nossa empresa que foi questionado”, afirma.

Relatório
Para a empresa, o relatório feito por um escritório regional da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não pode ser considerado uma posição oficial da Agência. Além disso, a TIM afirmou que há erros básicos na metodologia aplicada.

Presente na audiência, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo pediu cautela contra as acusações contra a TIM. “É importante esclarecer que existe um relatório da fiscalização regional da Anatel no Paraná, mas a palavra final tem que ser dada depois que o relatório for examinado pela Superintendência e pelo Conselho da Anatel. Se for um problema de qualidade, achamos que as medidas que foram adotadas vão resolver em curto, médio e longo prazo. Se for confirmada uma fraude, sairá do âmbito da Anatel e vira um problema judicial que exigirá perícia no sistema. O que não podemos fazer é pré-julgar, dizer antecipadamente sem ter certeza do que está acontecendo, que foi uma fraude”, ponderou.