Lounge de US$ 5 mil com traslado de BMW: luxo de jato particular em voos comerciais

Serviço que aproxima voos comerciais da experiência de jatos particulares avança nos aeroportos dos EUA

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Voar como em um jato particular sem ter um jato particular. Essa é a experiência que alguns aeroportos dos Estados Unidos estão oferecendo a passageiros dispostos a pagar milhares de dólares antes mesmo de entrar no avião.

Com terminal privado em aeroporto, o viajante faz os procedimentos de embarque longe das filas, espera o voo em lounges ou suítes e, na hora de partir, segue de BMW pelo pátio até a aeronave. Em Miami, uma suíte privativa da empresa PS custa US$ 4.950 para até quatro pessoas.

O serviço leva parte da experiência da aviação privada para quem continua viajando em voos comerciais, e começa a se espalhar por alguns dos principais aeroportos americanos.

Como funciona o terminal privado em aeroporto

A proposta da PS é separar o passageiro do movimento dos grandes terminais sem exigir que ele alugue um jato. O serviço atende quem viaja em voos comerciais, mas cria um caminho próprio dentro do aeroporto.

(Reserve PS)

No PS Miami, inaugurado em junho no Aeroporto Internacional de Miami, o passageiro chega a uma área exclusiva, onde passa pelos procedimentos necessários antes do voo. Bagagens e deslocamento até a aeronave ficam a cargo da equipe.

Há duas formas principais de usar o espaço. O The Salon funciona como um lounge compartilhado, com refeições e bebidas. Já as Private Suites oferecem ambientes reservados para grupos, com banheiro próprio, varanda e serviço personalizado.

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A suíte custa US$ 4.950 por utilização para até quatro pessoas para quem não é membro. O equivalente passa de R$ 26 mil, considerando uma cotação próxima de R$ 5,30 por dólar.

Na hora de embarcar, o passageiro não precisa caminhar pelos corredores do aeroporto até o portão. Um motorista o leva de BMW pelo pátio diretamente até o avião.

O que está incluído nos quase US$ 5 mil

Os quase US$ 5 mil não pagam apenas por um espaço reservado para aguardar o voo. O pacote reúne serviços de hospitalidade e cuidados pessoais enquanto a equipe acompanha os horários e prepara o embarque.

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(Reserve PS)

Nas suítes privadas, há refeições e bebidas, além de serviços como massagem, manicure e cuidados com o cabelo. O atendimento acontece no próprio espaço reservado, enquanto a equipe monitora o voo.

Há uma alternativa mais barata para quem abre mão da suíte exclusiva. No PS Miami, o acesso ao The Salon parte de US$ 1.295 por pessoa para não associados.

(Reserve PS)

A PS também oferece planos anuais. A associação mais completa custa US$ 4.850 por ano, mas não garante acesso ilimitado: o cliente ainda paga tarifas a cada utilização.

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Luxo de aeroporto vira negócio

Miami não é um caso isolado. A PS começou esse modelo em Los Angeles e ampliou a operação para outros aeroportos dos Estados Unidos, entre eles Atlanta e Dallas-Fort Worth.

A empresa busca ocupar um espaço entre o voo comercial e a aviação privada. O cliente compra sua passagem normalmente, da econômica à primeira classe, e paga à parte por uma experiência reservada antes e depois do voo.

Esse mercado também interessa aos aeroportos. Segundo a Bloomberg, novas estruturas do tipo estão em avaliação em outros mercados americanos, à medida que operadores buscam transformar o atendimento de alto padrão em uma nova fonte de receita.

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