Televisores agora têm selo do Inmetro indicando os gastos em modo stand by

Entre os quatro níveis para classificar quanta energia o aparelho consome, o A é o mais eficiente, e o D, o menos

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SÃO PAULO – A partir deste mês de agosto, todos os televisores de tecnologia convencional (tubo), fabricados no Brasil, terão o selo Inmetro para indicar o nível de consumo de energia que cada aparelho possui em modo stand by.

A iniciativa integra o Programa Brasileiro de Etiquetagem e teve participação e apoio dos fabricantes associados a Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos).

Muitos desses produtores já haviam se antecipado ao início da vigência da obrigatoriedade da etiquetagem, inserindo o selo desde setembro de 2007.

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Indicando e reduzindo

O Programa Brasileiro de Etiquetagem já inclui aparelhos como refrigeradores, freezers, condicionadores de ar do tipo split e de janela, lavadoras de roupa, fogões e fornos a gás.

A definição dos quatro níveis de classificação de consumo de energia (A, B, C e D) ocorreu em 2005, simultaneamente à realização dos primeiros testes, que se estenderam até setembro de 2007, quando as empresas iniciaram voluntariamente o programa de etiquetagem.

No nível A, de maior eficiência, o consumo é igual ou inferior a 1 watt; enquanto que os demais níveis (B, C e D) variam seus gastos de energia até o limite de 8,2 watts.

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Além do selo indicando o nível de consumo, a indústria ampliou os esforços para reduzir o consumo de energia dos televisores. Já em 2007 cresceu o número de modelos inseridos nos níveis de maior eficiência energética, graças às mudanças realizadas nos sistemas de circuito dos televisores.

Melhorias

Do total de 152 modelos de televisores de tecnologia convencional inseridos no Programa Brasileiro de Etiquetagem no ano passado, 32,24% estavam enquadrados na categoria A, de maior eficiência.

Já os que se inseriam na categoria B representaram 30,92%, superados percentualmente pelos do nível C, com 34,21%. Apenas 2,63% dos aparelhos estavam na categoria D, de menor eficiência.

Destaca-se que os aparelhos inseridos nos três primeiros níveis cresceram entre 70% e 80%, aproximadamente, entre 2006 e 2007, enquanto que os modelos da categoria D caíram 50%, confirmando o esforço da indústria eletroeletrônica em melhorar a eficiência energética do modo stand by dos televisores.

O presidente da Eletros, Lourival Kiçula, afirma que “os fabricantes de eletroeletrônicos têm promovido a melhoria contínua da eficiência energética dos seus produtos, com o objetivo de aprimorá-los tecnologicamente e combater o desperdício no consumo de energia elétrica, dos derivados do petróleo e do gás natural”.