Telefonia: Oi afirma que com compra de BrT clientes terão maior poder de escolha

Apesar da declaração, o Idec faz ressalvas e diz que concorrência deve diminuir, o que deve afetar preços e qualidade

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SÃO PAULO – Os brasileiros irão se beneficiar com a compra da Brasil Telecom pela Oi. A declaração foi feita pelo presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, durante audiência promovida nesta quinta-feira (29). Para Falco, a criação de uma nova empresa multinacional de telecomunicações, que criará novos empregos, trará mais tecnologia aos brasileiros e será mais uma companhia a oferecer serviços de telefonia no Brasil.

No entanto, a operação é vista com grande preocupação pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). De acordo com o instituto, com a compra, haverá redução da concorrência – e não o contrário como afirma o Falco. E quando a concorrência é menor, as empresas podem alterar seus preços com mais facilidade e até oferecer um serviço com menor qualidade, porque se o cliente não tem outras empresas onde procurar o serviço, ele acaba aceitando as condições oferecidas.

Benefício

Já para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a fusão entre a Brasil Telecom (BrT) e a Oi seria positiva ao consumidor que, segundo ele, será beneficiado com o avanço tecnológico e a redução de custos e de tarifas, já que a nova empresa utilizaria a mesma estrutura, as mesmas redes e instrumentos já existentes.

O ministro explicou ainda que, ao contrário do que se imagina, a fusão não reduzirá o número de postos de trabalho. Esse ponto foi ressaltado por Falco, que explicou que os trabalhadores serão mantidos em seus postos. “O acordo de acionistas prevê que, nos três primeiros anos após a compra, não haverá redução de postos, ao contrário, a expectativa do grupo é que sejam geradas 800 novas vagas no País, 300 delas em São Paulo”.

O presidente afirmou, ainda, que a aquisição também é boa porque a nova empresa terá 29% da receita do Brasil, enquanto o grupo mexicano Telmex tem 20% e o espanhol Telefonica tem 40%. “A compra da Brasil Telecom causará um equilíbrio entre os três competidores”.

Operação adiada

Nesta semana o anúncio da compra da BrT pela Oi completou um mês, mas, de acordo com o presidente da Teleco, Eduardo Tude, é cada vez mais remota a possibilidade que a operação se concretize no prazo de quatro meses estimado pela Oi.

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Isso porque os conselheiros da Anatel ainda não conseguiram chegar a um acordo em relação à Consulta Pública do Plano Geral de Outorgas (PGO) e a aprovação que deveria ter ocorrido nesta quinta-feira (29) foi novamente adiada.