Publicidade
SÃO PAULO – Depois de analisar 530 planos praticados pelas operadoras de telefonia celular, a PRO TESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, indicou as opções mais baratas e chegou à conclusão de que os planos pré-pagos não são uma boa escolha.
A pesquisa considerou os planos nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde moram 70% dos usuários de telefonia móvel do País associados à PRO TESTE.
Os mais baratos
Segundo o levantamento, o melhor plano para quem fala até 90 minutos e mora no Sudeste é oferecido pela TIM. Para quem mora no Sul, a escolha mais acertada é por um plano da Brasil Telecom.
Planner InfoMoney
Mantenha suas finanças sob controle neste ano
Já se o usuário faz ligações locais e interurbanas com média de dois minutos, a Claro apresenta-se como a opção mais barata na região Sul, enquanto a Vivo é a mais cara para os clientes paulistas com o mesmo perfil. A OI é a empresa que pratica as tarifas mais caras em todos os Estados, exceto para seu plano de 120 minutos oferecidos aos cariocas.
Mas se o perfil do usuário é outro, muda-se também a alternativa. Para quem faz chamadas locais com média de cinco minutos cada, a PRO TESTE recomenda a Claro como a operadora mais vantajosa tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, e a CTBC para quem vive no Triângulo Mineiro.
Celular pré-pago
A Associação também apontou desvantagens nos planos pré-pagos, preferência de 81 em cada 100 donos de celular. Segundo a PRO TEST, as operadoras cometem abusos ao restringir o uso da linha pré-paga assim que expira o prazo para a recarga dos créditos, já que “o consumidor paga adiantado pelo serviço”, lembra o relatório da pesquisa.
Continua depois da publicidade
O estudo também afirma que há uma grande diferença entre os valores cobrados pelo minuto por um celular pré-pago e por um pós-pago. Se o consumidor for um carioca e tiver um plano pré-pago, por exemplo, ele pode gastar R$ 110,00 de conta. Esse valor pode diminuir R$ 42,70 se ele alterar seu plano para um pós-pago, passando a desembolsar R$ 68,00 pelos mesmos 90 minutos de conversa.
Segundo a PRO TESTE, essa diferença de tratamento poderia acabar se fossem fixadas regras específicas. Para isso, a Associação sugere que a telefonia móvel passe a operar em caráter de regime público.