Telefone celular: economize com os planos alternativos

Planos econômicos oferecidos pelas operadoras podem diminuir em até 25% o valor de sua conta no final do mês

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SÃO PAULO – Diante da avalanche de anúncios de operadoras de telefonia celular, prometendo aparelhos por menos de R$ 100,00 e mensalidades a preços atrativos, até os mais avessos às novas tecnologias estão pensando na possibilidade de adquirir uma linha telefônica. No Brasil, nos últimos oito anos o número de telefones celulares pulou de 800 mil para quase 29 milhões, sendo que a maioria esmagadora das linhas é
pré-paga.

No começo, as opções, tanto de serviços quanto de aparelhos, eram restritas, simplificando a vida do usuário. Mas essa “simplicidade” acabava pesando no
bolso do consumidor, e muitas vezes chegava a assustar quando recebia sua conta em casa. No entanto, novos serviços foram criados e já é possível contratar um
plano de assinatura de acordo com o seu perfil, com minutos utilizados por mês, horários das ligações e os respectivos números chamados. Existem pacotes para
todos os tipos de usuários, desde aqueles que só utilizam o celular para receber chamadas até outros que passam horas pendurados ao aparelho nos horários
mais caros.

Usuário deve conhecer seu perfil de consumo

Qualquer que seja seu perfil de usuário, escolher um plano alternativo de acordo com suas características sai mais barato em comparação a um plano básico. Nesse
último plano, não existe diferenciação de preços e o consumidor paga uma tarifa básica todo mês para ter acesso aos serviços. Já com os planos alternativos, existem descontos nas ligações dependendo do serviço contratado. Em princípio, quanto mais minutos o usuário utilizar, maior será o desconto em sua conta telefônica.

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De acordo com a Associação Nacional de Prestadores de Serviço Móvel Celular (Acel), órgão composto por 43 operadoras do Brasil, o usuário que adere aos chamados planos alternativos chegam a economizar perto de 25% no final do mês. Mas para maximizar esse desconto, o cliente deve conhecer perfeitamente seu perfil de
consumo. Se ele está acostumado a falar 2 minutos por dia no celular, totalizando 60 minutos por mês, ele deve procurar um plano dentro dessa quantidade. Em
alguns casos, ele pode até ficar isento da tarifa de assinatura, o que é uma economia adicional.

Pré-pagos são maioria no país

Além dos pós-pagos, uma outra opção (na verdade a mais popular entre os brasileiros) são os telefones pré-pagos. Nesse tipo de serviço não existe conta telefônica e o usuário precisa comprar créditos e “abastecer” o celular, e os serviços oferecidos são
praticamente iguais aos outros planos. Em geral, os créditos têm validade de três meses e o consumidor é obrigado a recarregar o aparelho a cada quatro meses
para continuar recebendo ligações. O sucesso desse tipo de plano foi exatamente o fato de não possuir uma conta no final do mês. Pais de adolescentes encontraram
no pré-pago uma solução para controlar os filhos, sem correr o risco de ter uma surpresa desagradável com a conta.

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A população de menor poder aquisitivo também foi contemplada com esse novo serviço e hoje não depende mais do telefone para recados para ser encontrada, além de facilitar a vida dos profissionais autônomos. Mesmo com todas essas vantagens, celulares pré-pagos só são indicados para quem raramente faz chamadas. As companhias telefônicas recomendam as linhas pré-pagas para quem fala menos de 30 minutos por mês. A partir dessa quantia, vale mais a pena ter um pós-pago.

Como contratar um plano alternativo?

Em primeiro lugar, antes de optar por um plano qualquer, calcule o quanto você utiliza seu celular. Faça uma média dos últimos três meses e tente adequar esse padrão a algum plano oferecido por sua operadora. Nos próprios sites das empresas podemos fazer simulações de quanto será a economia optando por um novo plano. Lembre-se que o objetivo das operadoras de telefonia é aumentar seu faturamento e elas farão de
tudo para que você gaste cada vez mais. Portanto, pise no freio e não se anime com promessas de descontos magníficos.

O maior problema dos planos alternativos é quando o cliente sai fora de seu padrão. Falar bem mais que o estipulado, ou em horários diferentes, pode causar um aumento substancial em sua conta telefônica. E o inverso também pode ser desvantajoso, uma vez que nos planos alternativos existe um valor mínimo a pagar, mesmo que o usuário não fale os minutos contratados.

Mudar para um plano econômico costuma ser bastante simples, e pode ser feito com apenas uma ligação, através da central de atendimento ao cliente. Note, porém, que a transferência de uma linha pré-paga para uma pós-paga, ou vice-versa, costuma ser um pouco mais complicada. O usuário precisa ir até uma loja da operadora e pedir alteração. A mudança dos sistemas também acarretará na alteração do número do telefone. Mesmo tendo que avisar a todos que seu número mudou, a
economia pode realmente valer a pena.

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