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SÃO PAULO – Clientes de banco já podem realizar, a partir desta sexta-feira (21), serviços de TEDs (Transferências Eletrônicas Disponíveis) com valor mínimo de R$ 3 mil. Até então, só era possível transferir recursos em tempo real a partir de R$ 5 mil.
De acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), antes das TEDs, lançadas juntamente com o novo SBP (Sistema Brasileiro de Pagamentos) há oito anos, os clientes contavam com os DOCs e os cheques para efetuar transferências entre as contas. Cada um desses meios, por sua vez, tem suas particularidades e, dependendo do objetivo, pode ser o mais adequado.
As TEDs podem servir, por exemplo, a quem deseja realizar operações com valores mais elevados, já que não apresentam um limite máximo. Além disso, conforme explica o diretor adjunto de Serviços da Febraban, Valter Tadeu, este é um meio mais rápido para transferir recursos. “Trata-se de uma transação on-line”, afirma ele, acrescentando que, como não há necessidade de a operação passar pelo sistema de compensação dos bancos, o dinheiro fica disponível no mesmo dia, desde que o emitente tenha saldo na conta.
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Com a redução do limite mínimo para R$ 3 mil, a Febraban espera que o número de TEDs processadas por dia aumente de 279 mil para 335 mil. “Mas, mesmo com R$ 5 mil [anterior], já era o menor valor do mundo”, afirma Tadeu.
Outras opções
Já o DOC (Documento de Ordem de Crédito) é indicado para quem quer realizar transferências bancárias de baixo valor, até R$ 4.999,99, que é o máximo permitido. No entanto, observa Tadeu, diferentemente da TED, o dinheiro é liberado apenas no dia útil seguinte ao do processamento da operação, já que desta vez ela passa pelo sistema de compensação. “Passa primeiro pelo banco da pessoa que realizou a transferência para depois chegar ao banco de quem vai receber o dinheiro”.
Os dois meios só apresentam em comum o preço cobrado para efetuar a transação. De acordo com o Star (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros) da Febraban, considerando os oito maiores bancos do País, tanto para TED como para DOC, as cobranças variam de R$ 13,40 a R$ 13,50, no atendimento presencial, e de R$ 7,50 a R$ 8, nas operações realizadas em terminais de autoatendimento ou pela internet.
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Além dos meios eletrônicos, o cliente pode usar o cheque para transferir recursos a outros bancos. Não há limite de valor nem cobrança de tarifa para esta operação, mas a liberação do dinheiro pode ser ainda mais demorada. Se for superior a R$ 300, a folha vai para o sistema de compensação e o dinheiro só cai na conta do credor dois dias úteis depois. Se for abaixo de R$ 300, demora três dias.
Essa opção também envolve mais riscos, já que, se o emitente da folha não tiver saldo em conta ou se houver alguma rasura ou problema com a assinatura, o cheque volta, postergando ainda mais a transferência do valor.