Tecnologia vai reduzir preço de CDs, que serão vendidos a R$ 5

SMD tem capacidade para até 18 músicas e surge como solução para baratear o preço dos CDs para o consumidor de música

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SÃO PAULO – Já está no mercado brasileiro a tecnologia Semi Metalic Disc (SMD) que permite que os CDs sejam vendidos pela indústria fonográfica a R$ 5.

A nova mídia – que tem capacidade para até 18 músicas e é totalmente brasileira – surge como solução para baratear o preço dos CDs para o consumidor de música, inibindo, conseqüentemente, a pirataria, já que o disco é vendido pelo mesmo preço dos ilegais.

O menor preço é em razão do custo de produção do SMD, em média 30% menor que a do CD. Além disso, as embalagens de acrílico foram substituídas pelas de papel cartão especial, que são mais econômicas, mas não colocam em risco a integridade da mídia.

Comercialização

Para evitar alterações nos valores, o preço do SMD é impresso na capa, para garantir o cunho social de combate à pirataria e acesso à cultura.

De acordo com a distribuidora do SMD, atualmente o preço médio de um CD é R$ 19, o que impõe ao lojista uma margem de lucro inferior a 5%. A lucratividade do lojista na venda do formato SMD é de 20%, mesmo reservando todos os direitos à pirâmide envolvida no processo de produção, fabricação, divulgação e comercialização.

Lançada primeiramente em CD, a tecnologia do SMD deverá ser usada, futuramente, nos DVD – que custarias R$ 8 – e nos DVDs de games, que sairiam entre R$ 12 e R$ 15.

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Vale ressaltar que os SMDs são fabricados nas mesmas empresas dos CDs e rodam em qualquer aparelho reprodutor do compact disc.

Parceria

A Microservice, empresa líder na fabricação de CDs, DVDs e games na América Latina, fechou um acordo com o empresário e músico Ralf Richardson Silva – que concebeu o SMD – para uso da patente por 20 anos.

Para o diretor da Microservice, Isaac Hemsi, sua empresa apostou na tecnologia, porque ela utiliza a base de configuração do CD, cujo uso, para ele, jamais será extinto.

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Hemsi explica, por exemplo, que o popular formato MP3 não possui a mesma qualidade do CD e que o download de músicas representa apenas 2% da produção musical mundial.

Silva afirma que a nova mídia ajudará a lançar novos artistas, e espera que grandes gravadoras adotem o projeto.