Tecnologia: 25 empresas já estão interessadas em produzir tablets no Brasil

Entre as empresas com capital nacional e estrangeiro, estão Apple, Motorola, Samsung, Semp Toshiba, Positivo, Itautec e LG

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SÃO PAULO – O governo federal já possui 25 empresas interessadas em produzir tablets no Brasil. Dste total, nove já estão praticamente licenciadas. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (12) pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, após sua posse como presidente do Conselho de Administração da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

De acordo com a Agência Brasil, entre as empresas, estão fabricantes com capital nacional e estrangeiro, como Apple, Motorola, Samsung, Semp Toshiba, Positivo, Itautec e LG.

O ministro acredita que, com a desoneração de 31% de impostos federais e, em alguns casos, com a desoneração de impostos municipais e estaduais, a exemplo do que ocorre na Zona Franca de Manaus, a consequência será a obtenção de preços competitivos, beneficiando o consumidor. “Queremos usar o poder de compra do estado também como instrumento de gerar escala para atrair empresas que produzam componentes no Brasil”. O ministro ainda expressou a vontade de fazer o Brasil entrar no clube dos 20 países produtores de semicondutores. “E tem que entrar no clube dos quatro que produzem telas, displays. Esse é o maior desafio do ministério no momento”, afirma.

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Oferta
De acordo com o ministro, a oferta do produto já será uma realidade em breve. “Vai ser abundante [a oferta] e eu acho que nós vamos ter, no Natal, muitas opções de qualidade, de preço, de formato. A concorrência é o melhor caminho para o consumidor usufruir [de um produto]”. Ele acredita que uma maior concorrência e a desoneração vão beneficiar o consumidor e gerar conteúdo local e inovação.

Mercado
Mercadante explicou ainda que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação trabalha também para aumentar a cadeia produtiva. Segundo ele, o tablet que será produzido no país terá 25% de conteúdo nacional, no primeiro ano, e 80% em três anos. “Se nós levarmos esse modelo para celulares e para televisores e exigirmos mais conteúdo e memória, nós trazemos semicondutores [para serem produzidos no Brasil] nessa área”.

O ministro lembrou que a ênfase é também na formação e capacitação na área de recursos humanos. Em paralelo, estão sendo negociadas novas medidas de fomento à indústria de semicondutores, que vão ser lançadas em breve. “Estamos negociando projetos concretos de componentes na cadeia produtiva de tecnologia da informação [TI]”, completa.