Tarifas postais podem ser reajustadas em até 24%

Ministério das Comunicações sugeriu reajuste para as cartas domésticas e para as cartas comerciais de até 14% e 24%, respectivamente

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SÃO PAULO – Se você ou a sua empresa utilizam os serviços dos Correios com bastante freqüência, o efeito do reajuste das tarifas postais pode ser sentido no bolso em breve. Apesar de o reajuste ainda não estar definido, o Ministério das Comunicações já solicitou ao Ministério da Fazenda que estude os percentuais de reajuste a serem aplicados nas tarifas, que só passam a valer após sua publicação no Diário Oficial da União.

Sedex não deve ficar mais caro

Caso os reajustes propostos sejam autorizados, as cartas domésticas e as cartas comerciais passarão a custar em média 10,77% e 22,53% a mais, respectivamente. Os reajustes máximos, conforme a solicitação, seriam de 14% e de 24%, para as cartas domésticas e comerciais, respectivamente, já que o valor da postagem depende do peso da carta.

O reajuste da carta mais simples, de até 20 gramas, seria de 11% e das cartas comerciais mais simples, de 23,33%. As correspondências internacionais também ficarão mais caras ao consumidor conforme a solicitação do Ministério das Comunicações, passando a custar até 24% a mais. Por sua vez, as tarifas do Sedex permanecerão inalteradas.

O último reajuste das tarifas postais aconteceu em agosto do ano passado e ficou em média em 10,3%. Na ocasião, os preços das cartas simples para empresas e pessoas físicas foram reajustados em 9,1% e em 12,5%, respectivamente.

O reajuste atingiu também os serviços de malotes (0,9%) e telegramas (9,6%). Já os impressos e porte pago aumentaram na média 10,7%, como o serviço de vale postal, que também ficou 6,2% mais caro em agosto de 2002. A carta social, que custa R$ 0,01, não sofreu reajuste, assim como aconteceu com os preços dos serviços internacionais.

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