Tarifas de cheques e Docs devem subir em novembro

Aumento dos compulsórios de cheques e Docs encarece serviços, tarifas são mais altas entre bancos privados de pequeno e médio porte

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SÃO PAULO – Os bancos devem passar a cobrar mais caro pelos cheques e Docs a partir da metade de novembro, como forma de inibir o uso destes meios de pagamento. Desde a introdução do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, em abril deste ano, o Banco Central estabeleceu um calendário para que os bancos substituíssem estes meios de pagamento pela nova TED (Transferência Eletrônica Disponível).

Aumento dos compulsórios encarece serviços

Desde final de julho deste ano o piso da TED foi reduzido para R$ 5 mil, de forma a atingir um número maior de transações. Através da TED, a compensação dos valores seria feita em tempo real, ao contrário do que ocorre atualmente com o cheque e o Doc.

Logo após o piso da TED ter sido reduzido, o Banco Central anunciou que estaria exigindo depósitos compulsórios de 20% sobre os saldos sobre os saldos dos cheques e Docs que excedessem R$ 5 mil, como forma de incentivar o uso da TED. Como os compulsórios não são remunerados, os bancos acabaram repassando o custo de um dia de dinheiro parado aos correntistas que usassem Docs e cheques.

Em meados de novembro o Banco Central pretende aumentar ainda mais estes compulsórios, que passariam para 80% dos saldos em cheques e 50% dos Docs de valor acima de R$ 5 mil, o que deve encarecer estas operações, visto que os bancos devem repassar estes custos aos correntistas. Na visão dos representantes dos bancos, a TED é mais vantajosa para o correntista, por permite a transferência mais rápida dos recursos, e o procedimento de uso é o mesmo que o do Doc, de forma que quem preferir usar Doc e cheque não poderá reclamar o repasse dos custos.

Serviços são mais caros entre bancos privados

Segundo dados consolidados do Banco Central para o setor financeiro, os bancos cobram de seus correntistas pessoa física em média R$ 10,55 por um Doc frente a R$ 10,53 pela TED, mas o custo máximo do Doc é de R$ 30 enquanto da TED é de R$ 50, o que sugere que alguns bancos ainda não estão preparados para abandonar os cheques e Docs.

Ao se comparar os custos por tipo de banco pode-se verificar que nos bancos federais e estaduais o custo das transferências é menor, tanto para Doc quanto para TED, de forma que, ao contrário do que se imagina, são os bancos privados e não os federais quem cobram mais caro pelos serviços. Nos bancos federais e estaduais o custo máximo da TED e do Doc é de R$ 15, enquanto o valor médio varia entre R$ 9 e R$ 10.

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Esta diferença se deve, sobretudo, aos bancos de pequeno e médio porte, que cobram mais caro pelos serviços, já que Itaú, Bradesco e Unibanco cobram, respectivamente, R$ 10, R$ 9,80 e R$ 10,70 tanto pela TED quanto pelos Docs.