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SÃO PAULO – A inflação teve pouca variação, mas mesmo assim, as tarifas bancárias continuaram crescendo. A afirmação é do âncora do Vida Econômica, Miguel José Ribeiro, responsável pelo estudo.
Segundo seu levantamento, entre janeiro e setembro deste ano o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), balizador de oito em cada dez reajustes salariais, ficou em 1,16%. Algumas cobranças, no entanto, chegaram a crescer mais de 60%.
Alta
“A pessoa física paga 61 serviços bancários. Dessas, 53 foram elevadas acima da inflação e apenas três baixaram”, afirmou Ribeiro.
A maior delas, conforme o economista, ficou a cargo da cobrada por rescisão contratual de serviço, com aumento médio de 61,8% nas instituições financeiras. Em dinheiro, a cobrança passou de R$ 479,35 para R$ 775,61. Em seguida veio o cartão múltiplo adicional, com 31,41%.
Depósito em outra agência, por sua vez, teve a menor alta: 1,05%.
Queda
Na contramão, as quedas foram verificadas em consulta ao serviço de proteção ao crédito (-1,03%), débito automático (-2,22%) e custódia de cheque pré-datado (-0,62%).
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“É praticamente nada perto da alta verificada na rescisão contratual”, ponderou Ribeiro.
Legalidade
Mas esse aumento é legal? Conforme o economista, não há nada que impeça os bancos de aumentarem suas tarifas. “O único dever deles é avisar o cliente e o Banco Central 30 dias antes de empregarem os novos valores. ”
E a tendência, pelo menos a curto prazo, é que a cobrança continue aumentando. “Isso porque não tem como o correntista trocar de banco sempre que quiser. Existe uma falta de competitividade por causa disso”, finalizou.
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