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SÃO PAULO – A inflação acumulada pelo setor de telefonia, medida pelo IST (Índice de Serviços de Telecomunicações), atingiu 4,46% nos últimos 12 meses terminados em maio, o que significa que este é o teto para o reajuste das contas.
No quinto mês do ano, o índice subiu 0,75%, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (12) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
No mês anterior, o IST havia registrado elevação de 0,47%. Desde o início de 2008, o índice vem revelando altas sucessivas. Em janeiro, atingiu 0,26%. No mês seguinte, subiu 0,41% e, em março, 0,44%.
Além da variação do Índice, o reajuste da telefonia leva em conta o redutor tarifário referente ao Fator X, que tem o objetivo de repassar aos clientes finais parte dos ganhos com produtividade das operadoras.
Balizadores
A taxa dos 12 meses é inferior a de 12,14% registrada pelo antigo balizador utilizado para o reajuste de preços do setor, o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que era válido até 2006.
É menor ainda do que outros índices de inflação, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que variou 5,54% em 12 meses terminados em maio, e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que revelou avanço de 6,64% no período.
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Projeção
De acordo com a Tendências Consultoria, ainda não é possível calcular qual será o índice redutor das tarifas de telefonia fixa este ano. Ela lembra que, em 2007, o percentual oscilou, ficando em 0,68% na Telefônica, 1,05% na Telemar e 4,27% na Embratel.
Ainda segundo a Tendências, o próximo reajuste deve acontecer integralmente apenas nos planos básicos. No entanto, a consultoria afirma que as operadoras de telefonia estão flexibilizando suas políticas tarifárias, principalmente por meio de planos alternativos.
O motivo dessa flexibilização seria uma reação à tendência de perda de tráfego para a telefonia móvel e para as tecnologias de voz sobre IP (VoIP).
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