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SÃO PAULO – Na segunda-feira passada (27), a companhia aérea portuguesa TAP passou a cobrar taxa extra de consumidores brasileiros que adquirirem passagem aérea usando cartão de crédito. O valor do serviço fica em 1,95% do valor da compra, e foi implantado apenas um dia útil após o anúncio da medida, em 24 de novembro.
Cobrada em todas as transações no crédito – à vista ou parceladas –, a taxa inclui tarifa de embarque. O site oferece também a opção de pagamento no cartão de débito, mas isso impede o parcelamento em até 10 vezes sem juros prometido pela área.
De acordo com a companhia portuguesa, essa medida está relacionada com “transparência”. A TAP afirma que uma taxa para compras no crédito, cobrada pelas administradoras de cartões, sempre existiu. O que muda, então, é o repasse desse valor ao consumidor de forma direta.
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Mas representantes do setor se posicionaram de forma contrária à mudança. A Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) afirma que existe preferência, em outros segmentos, pelo cartão de crédito, meio que considera mais produtivo, seguro e transparente.
“É de estranhar essa decisão da TAP, pois em outros segmentos a discussão está exatamente na migração para o cartão de crédito como meio de pagamento preferencial, exatamente em função dos ganhos com produtividade, segurança e transparência”, afirma o diretor executivo da Abracorp, Gervasio Tanabe.
Segundo a Abracorp, 70% dos pagamentos em agências de viagens são feitos com crédito. O meio “minimiza riscos de fraudes e possibilita total transparência no processo de compra. Além disso, otimiza o processo operacional, reduzindo custos”, disse a associação.