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SÃO PAULO – A implementação do novo SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) obrigou os bancos a reciclarem seus produtos e oferecerem novos, dentre eles a TED (Transferência Eletrônica Disponível), que permite a transferência de valores em tempo real. Porém, apesar do custo operacional da nova forma de pagamentos ser inferior ao do DOC (Documento de Operação de Crédito), alguns bancos anunciaram que cobrarão tarifas semelhantes para a TED.
Dentre os grandes ABN Amro cobra mais caro
A maior taxa será cobrada pelo Banco Indusval que pretende cobrar R$ 18,00 pela TED, em seguida vem o Banco Rural que cobrará R$ 12,00, enquanto a menor taxa cobrada fica com o Bancoob, de R$ 5,00, e a Nossa Caixa, com R$ 8,00.
Dentre os grandes bancos, a menor taxa é a do Banco do Brasil, que cobrará R$ 9 pela nova transação, em seguida fica o Bradesco, com R$ 9,80 e o BBV com R$ 9,90. Finalmente, os clientes do Unibanco terão que desembolsar R$ 10 pela operação e os do ABN Amro, R$ 11. A expectativa é que com a redução gradativa do piso da TED comece uma guerra de tarifas entre os bancos, que acabaria permitindo a redução dos custos para o consumidor.
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Piso inicial da TED é de R$ 5 milhões
O piso inicial da transferência eletrônica é de R$ 5 milhões, visando englobar poucas operações para que a implementação do novo SPB seja gradual, mas segura. A partir de agosto, os bancos serão obrigados a oferecer o novo serviço para operações que envolvam valores superiores a R$ 5 mil, atingindo 80% do valor transacionado, para escaparem das penalidades que serão impostas pelo Banco Central.
Porém, mesmo com o novo piso a partir de agosto, o uso da TED por consumidores será restrito a algumas compras como, por exemplo, de um automóvel, devido ao valor mínimo ainda elevado e pela permanência do tradicional DOC, cujo volume de operações deverá cair, mas a princípio não deve desaparecer. Como o piso inicial ainda é bastante elevado, a nova transferência será mais utilizada por clientes corporativos. Como estes clientes são mais exigentes que os clientes de varejo, a expectativa é que se inicie uma competição dos bancos por essa clientela, o que poderia levar as tarifas da TED a cair.
Bancos elaboram novos produtos
Visando a adaptação dos clientes, principalmente corporativos, ao novo SPB, os bancos estão oferecendo novos produtos financeiros. Dentre eles, está o agendamento de investimentos, estabelecido com base no prazo de compensação dos créditos nas contas correntes. Este produto já é oferecido pelo Unibanco e o ABN Amro, visando minimizar problemas de descasamento do fluxo de caixa.
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Já o BankBoston se compromete a avisar seus clientes, via e-mail, sobre créditos na conta corrente e estuda o lançamento de uma nova modalidade de cobrança on-line para ajudar as empresas a programarem antecipadamente seus pagamentos.
Além disso, o Unibanco ainda enviará extratos detalhados sobre as disponibilidades de recursos, no mesmo dia e para o dia seguinte, com base na entrada e saída de recursos através da TED. Finalmente, Banco do Brasil, ABN Amro, Lloyds TSB, Rural e Santander estudam reformular seus office banking, que permite que a empresa tenha acesso aos produtos oferecidos pelas instituições financeiras. Outro produto em estudo é o agregador de contas, que além de montar um fluxo de caixa detalhado, permite o acesso a contas correntes de diversos bancos em um só site.