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SÃO PAULO – Apesar de ter ficado 2,91% mais barata em junho, a cesta básica vendida na capital paulista se tornou a mais cara de todo o Brasil neste período, comercializada a R$ 183,14. As informações fazem parte de pesquisa mensal realizada Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) em 16 capitais do País.
Após permanecer na segunda colocação do ranking de custos em maio, atrás de Porto Alegre, o município de São Paulo retorna ao primeiro posto em junho, porque a cesta básica vendida na capital gaúcha sofreu retração mais intensa (-3,74%).
De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (04), o aumento verificado na capital paulista nos últimos doze meses chega a 4,71. Já no acumulado do primeiro semestre de 2005 a variação é positiva em 6,35%.
Feijão e farinha de trigo apresentaram maiores altas
Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, quatro registraram alta em junho, na comparação com maio. O maior aumento foi verificado no feijão carioquinha, que ficou 3,17% mais caro. Em seguida aparecem farinha de trigo (2,48%), pão francês (0,79%) e leite in natura tipo C (0,64%).
Houve queda em outros oito produtos, especialmente batata (-21,07%), tomate (-11,43%) e açúcar refinado (-6,15%). Vale dizer que o café em pó manteve seus custos em junho.
No acumulado dos últimos doze meses, cinco produtos apresentaram diminuição de preço, sendo que as maiores variações ocorreram com o arroz (-24,02%), o óleo de soja (-22,78%) e o tomate (-18,11%). Já no ranking de maiores altas, açúcar (34,07%) e batata (33,57%) dividem os primeiros lugares.
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Cesta básica consome 66% do salário do paulistano
Ao atingir o valor de R$ 183,14, a cesta básica passou a comprometer 66,10% do salário mínimo líquido do trabalhador de São Paulo. A conta já deduz a quantia recolhida à Previdência Social. Embora elevada, esta parcela de comprometimento é menor que os 72,84% que eram exigidos em junho de 2004.
Outro indicador que também apresenta melhora é aquele que mede o tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica. Quem ganha salário mínimo foi obrigado a trabalhar 134 horas e 18 minutos em junho. No ano passado, este tempo era de 148 horas.
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