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SÃO PAULO – A ampliação das pistas das marginais Tietê e Pinheiro, em São Paulo, reduzirá o tráfego ou prejudicará o trânsito?
Depois que a prefeitura de São Paulo anunciou a intenção de construir as novas pistas e a possibilidade de cobrar pedágios por isto, começaram as reações de especialistas em urbanismo e transporte urbano.
Críticas ao projeto
Para o engenheiro e especialista em transporte urbano Carlos Sampaio Vieira, as pistas pedagiadas só serão utilizadas pelos motoristas que precisam utilizar um acesso específico, como já acontece hoje na rodovia Castelo Branco, conhecida como Castelinho. Os outros usuários continuariam a utilizar as pistas que já existem.
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Na Castelinho, por exemplo, somente os moradores do bairro nobre de Alphaville utilizam o trecho da rodovia com pedágio. “Os demais andam mais cinco quilômetros, pegam a entrada de Barueri e seguem para Alphaville. Acredito que o mesmo deva acontecer caso esse modelo seja implantado nas marginais”, supõe Vieira.
Para ele, a solução para o trânsito de São Paulo não está na construção de novas vias nas marginais, mas na melhoria do transporte urbano coletivo. Além da expansão das linhas de metrô e trem, ele pede aperfeiçoamento no serviço de ônibus. “Pontualidade e racionalidade na composição das linhas. É isso que falta. Priorizar o transporte individual é continuar o mesmo erro das gestões anteriores”, avalia.
Urbanista defende ampliação do rodoanel
Já para o urbanista José Cândido Faria, a obra pode trazer resultado imediato, mas não solucionará o problema. Faria defende a ampliação do rodoanel viário como a principal alternativa às marginais.
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“O rodoanel reduziria o tráfego pesado e o de caminhões que usam a pista para chegar a outras cidades, deixando as marginais praticamente livres para os veículos que circulam dentro da cidade”, acredita Faria. Resta saber agora qual será o resultado da ampliação estudada pela Prefeitura da cidade.
As informações são do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo.