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SÃO PAULO – O Movimento Nossa São Paulo apresentou, nesta segunda-feira (20), na Câmara Municipal de São Paulo, um plano de mobilidade urbana.
O plano tem como proposta reduzir em 25% o número de carros que circula todos os dias pela cidade de São Paulo. Além disso, prevê a expansão dos corredores de ônibus, investimento em ciclovias e mudanças em políticas nacionais, segundo a Agência Brasil.
Transporte coletivo
Quando se trata de transporte coletivo, o plano defende a construção de 2,4 mil quilômetros de vias reservadas ao tráfego de ônibus nas principais avenidas da capital paulista, inclusive nas marginais Tietê e Pinheiros.
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Para o urbanista do TC Urbes, Ricardo Corrêa, esses corredores de ônibus serviriam como artérias de conexão entre regiões da cidade com as redes de metrô e trens.
Essas redes, conforme o plano de mobilidade urbana, seriam ligadas a microrredes de transporte coletivo, que atenderiam aos bairros da capital paulista. Os passageiros também poderiam usar todas as formas de transporte coletivo pagando somente uma passagem.
De acordo com o plano, o transporte coletivo seria ligado a 500 quilômetros de ciclovias, que seriam construídas nas áreas de cada uma das 31 subprefeituras de São Paulo. Dessa forma os habitantes poderiam circular dentre de bairros, sem necessitar de carro ou ônibus.
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“Em vias locais, a prioridade seria dada às bicicletas e aos pedestres”, afirmou Corrêa.
Centralização
Segundo a urbanista Simone Gatti, também da TC Urbes, essas ações não serão completamente efetivas sem uma nova política habitacional para a cidade.
Neste sentido, o plano de mobilidade urbana prevê medidas para a centralização da cidade de São Paulo, para que população deixe de ocupar áreas de periferia, reduzindo seu deslocamento.
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“A habitação interfere diretamente na mobilidade urbana. Precisamos compactar a cidade, centralizar a população e descentralizar a oferta de emprego”, explicou Simone.
A expectativa do plano de mobilidade é que, com essas medidas, um quarto dos paulistanos deixe o carro em casa. Entre essas pessoas, um terço passaria a usar os corredores de ônibus para se locomover. Isso faria com que a quantidade de viagens diárias do sistema de transporte público subisse de 23 milhões para 26 milhões, sendo que o uso de bicicletas também aumentaria.
Com essas medidas, a quantidade de dióxido de carbono emitida anualmente na cidade de São Paulo reduziria 30%, o que corresponde a 391 toneladas do gás.