Consumidor

SP: intenção de consumo para o 3º trimestre é a menor desde 2002

Categoria de Cama, mesa e banho teve queda de 53,3% nas intenções de compra dos paulistanos

SÃO PAULO – A intenção de consumo das famílias paulistanos para o terceiro trimestre do ano apresentou uma desaceleração significativa e registrou o menor índice do período desde 2002, segundo dados revelados pela PROVAR (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), divulgados nesta quarta-feira (3).

Para os meses de julho, agosto e setembro, 50,4% dos consumidores pretendem adquirir um bem durável, contra os 59,2% registrados no segundo trimestre. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o índice estava em 53,8%; já no 3º trimestre de 2002, foi registrado que em torno de 45% dos consumidores pretendiam adquirir produtos.

De acordo com o presidente do conselho PROVAR/FIA, Claudio Felisoni de Angelo, a desaceleração já era esperada. “Nó já havíamos indicado uma queda na intenção de comprar dos consumidores”, explica. Os motivos para esse desânimo dos consumidores se dá pelas atuais taxas de juros, volume de crédito, inadimplência, comprometimento de renda e salário das famílias.

Produtos
A categoria de vestuários e calçados foi a que apresentou a maior intenção de compra para o período, com 19,8%, seguida pela Linha Branca (9,6%), pela Informática (9%) e pelos Eletroeletrônicos (9%).

Por outro lado, os Eletroportáteis, os Imóveis e os itens de Cama, mesa e banho foram os que apresentaram o menor interesse de compra, com 3,8%, 3,4% e 1,4%, respectivamente.

Os dados mostram que quando comparado o índice do terceiro trimestre de 2012 com o do ano atual, a categoria de Cama, mesa e banho foi a que registrou a maior queda na intenção de consumo, de 53,3%. Os Imóveis e o setor de Viagens e Turismo também apresentaram uma perda de 52,8% e 42,6%, respectivamente.

Nesta comparação, das 13 categorias analisadas, somente quatro apresentaram alta na intenção de compra, sendo que os Eletroeletrônicos subiram 200%, seguidos pelos Eletroportáteis (72,7%), Informática (9,8%) e Linha Branca (9,1%). Já o setor de Telefonia e celulares se manteve estável. 

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