SP: intenção de compras cai e inadimplência sobe na primeira quinzena deste mês

Número de registros cancelados caiu devido as medidas de aumento dos compulsórios, aos juros e à redução dos prazos

SÃO PAULO – O consumidor esteve menos disposto a comprar na primeira quinzena deste mês. Tanto as consultas para vendas à vista quanto a prazo registraram queda frente aos primeiros quinze dias de dezembro de 2010, de acordo com pesquisa feita pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e divulgada nesta segunda-feira (17).

No SCPC Cheque, indicador de compras à vista, houve queda de 44,2% nos primeiros 15 dias do mês, ante a primeira quinzena de dezembro. Já o SCPC, indicador de compras a prazo, apresentou queda de 24,6%, na mesma base comparativa.

Variação anual
Já na comparação com a primeira quinzena de janeiro de 2010, as intenções de compra a prazo registraram alta de 8,8% e as de compra à vista cresceram 12,3%.

Apesar disso, ambas registraram desaceleração frente ao fechamento do ano passado, o qual indica crescimento de 11,5% no caso do SCPC e de 14,8% no SCPC Cheque.

“Na média dos dois sistemas, as vendas ainda crescem cerca de 10%, o que mostra que o varejo continua crescendo, mas o consumidor deve estar atento, porque este ano poderá não haver tantas facilidades para renegociar dívidas como no ano passado, pois os juros podem subir e os prazos encurtar”, afirmou o presidente da ACSP, Alencar Burti.

No que diz respeito à inadimplência, houve leve alta de 0,3% de registros recebidos no cadastro de restrição ao crédito na primeira quinzena deste mês, em comparação com dezembro, enquanto os registros cancelados (carnês quitados ou renegociados) registraram queda de 37,8%.

Segundo a ACSP, a queda do número de registro cancelados sugere que as medidas do Banco Central de aumento dos compulsórios, que tiraram recursos da economia, os juros e/ou redução de prazos podem estar dificultando a renegociação de débitos.

Já na comparação com a primeira quinzena de janeiro do ano passado, o número de registros recebidos cresceu 0,4% e o de cancelados caiu 3,8%.