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SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou na semana passada a Lei 14.364, que obriga os bancos e postos de serviços bancários a colocar divisórias individuais opacas de 1,8 metro entre os caixas e o espaço em que os clientes esperam para serem atendidos.
Essa lei, que agora aguarda por regulamentação, recebeu o apoio da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
“Apoiamos a instalação de biombos em frente aos caixas nos bancos, com o reposicionamento dos vigilantes, para que também observem o espaço entre a fila de espera e a bateria de caixas, além da colocação de câmeras de vídeo para igualmente monitorar essa área”, afirmou o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf, Ademir Wiederkehr, segundo a Agência Brasil.
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De acordo com o autor do projeto de lei, deputado Vanderlei Siraque (PT), o objetivo é evitar o golpe conhecido como “saidinha”. “A intenção é garantir o sigilo das operações dos clientes e impedir a visualização pelo assaltante olheiro das operações feitas por clientes em atendimento, independente de ser saque, pagamento ou uma simples consulta ao atendente”, disse Siraque.
Aproximadamente 200 cidades brasileiras já implantaram novas normas para tentar impedir o golpe.
Sem tarifas
Os bancários também defedem a isenção das tarifas de transferência de recursos, como DOC, TED e ordens de pagamento, que são cobradas pelos bancos. Essa medida também ajudaria a combater o crime da “saidinha de banco”.
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“O objetivo é reduzir a circulação de dinheiro na praça, uma vez que muitos clientes, quando precisam transferir valores para outros bancos, preferem efetuar saques para não pagar essas tarifas, virando alvo de assaltantes”, concluiu Wiederkehr.