SP: Anatel decide implantar nove dígitos em número de celular

O objetivo é resolver o problema de falta de numeração no código 11. As operadoras terão 24 meses para implementar o novo dígito

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SÃO PAULO – O Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu, nesta quinta-feira (9), aumentar um dígito nos números de telefones celulares na área de código 11 (São Paulo), com o objetivo de resolver o problema de falta de numeração nessa área.

Dessa forma, a possibilidade de adoção de um novo código de área, o 10, foi descartada pelo conselho da agência, que afirma ter considerado os pontos favoráveis e as dificuldades de implementação das duas alternativas.

“O modelo padronizado de numeração adotado no Brasil é uma conquista de toda a sociedade brasileira e deve ser preservado, pois permite a clara identificação do tipo de chamada e da área geográfica da localização do usuário”, afirmou a Anatel por meio de nota.

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As operadoras terão 24 meses para implementar um nono dígito nos números de todos os celulares da área 11. A publicação da Resolução deve ocorrer na próxima semana.

Esgotamento
Dados da Anatel, obtidos pela InfoMoney na época em que foi aberta a possibilidade de mudança do prefixo em SP, mostram que, em dezembro de 2009, havia 33,9 milhões de números de telefone celular já atribuídos ao DDD 11. Considerando que tais códigos só podem iniciar com 6, 7, 8 ou 9 (os de 6 e 7 operam parcialmente e os de 9 têm restrições, como os que iniciam com 90), o número possível de combinações é estimado em 37 milhões.

“Daí a necessidade de compatibilizar a oferta de recursos de numeração com o elevado potencial de crescimento de demanda por parte das prestadoras de serviço móvel pessoal (SMP, ou celular)”, explicou a conselheira da agência Emília Ribeiro, quando estudava-se implantar um novo código de área.

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Enquanto isso
Para garantir que ainda existam recursos de numeração até a implantação do nono dígito, a Anatel adotará medidas complementares, que foram sugeridas e discutidas em processo de consulta pública.

Uma das ações é a utilização de uma numeração específica para os modems 3G e outros dispositivos que não façam comunicação por voz. Além disso, será fixado prazo para a implantação de mecanismos de alocação dinâmica de numeração ao chip somente no momento da ativação do usuário.

Outras medidas que serão adotadas é a redução do período de “quarentena” de 180 para 90 dias, para reutilização do número liberado pelos usuários, e a identificação de outras séries de numeração que possam ser utilizadas na telefonia móvel, como a utilização do número cinco, que hoje é exclusivo de telefones fixos.