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SÃO PAULO – A sonolência é um dos principais vilões do trânsito. Infelizmente, no Brasil esse é um problema sério, especialmente entre os caminhoneiros, que enfrentam muitas horas de estrada sem ter descansado adequadamente.
De acordo com a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Trânsito), cerca de 43% da população não dorme o suficiente o que, para o professor de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) Ademir Baptista Silva, seriam oito horas.
Estatísticas
O sono faz com que o desempenho do motorista caia. Ele começa a reagir de maneira mais lenta e a ter dificuldades em se concentrar na pista, aumentando, assim, as chances de se envolver em um acidente. Outra conseqüência da fadiga é a mudança de comportamento e a irritabilidade, que facilita brigas entre motoristas.
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Nos EUA, por exemplo, são 100 mil ocorrências por ano por causa de motoristas que dormiram ao volante, das quais 1,5 mil acabam em morte, segundo a NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Trânsito). Na Espanha, esse é a causa de 25% dos acidentes em estradas, de acordo com a Divisão Geral de Tráfego.
Como evitar o sono
Uma das opções para se evitar o sono, que, para o professor, é pior que a embriaguez, é o uso de dispositivos tecnológicos de alerta, como os que tocam alarmes quando detectam que o motorista está muito tempo de olhos fechados ou dirigindo em velocidade acima do permitido.
Enquanto esses assessórios não chegam ao País, a solução é mesmo não dirigir com sono. Além de dormir as tais oito horas por dia, o motorista deve fazer paradas periódicas para descansar e se alongar.
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As empresas de transporte, por sua vez, precisam ser responsáveis para não arriscarem a saúde e até a vida de seus funcionários. As informações são da Agência AutoInforme.