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Quem não lembra da sessão de classificados dos jornais? Esta era, sem dúvida, a principal ferramenta para quem quisesse vender ou comprar um imóvel nos anos 90. Quase três décadas depois, muita coisa mudou e o mercado imobiliário teve que se reinventar.
A crise, que atingiu o Brasil nos últimos anos, obrigou o setor a buscar novas alternativas para retomar o crescimento e atrair cada vez mais o consumidor. A saída encontrada pelas empresas do ramo foi diversificar suas linhas de atuação, oferecendo uma ampla gama de serviços para facilitar a vida do cliente.
De acordo com o CEO da Brasil Brokers, Claudio Hermolin, antes da crise, 85% da receita de sua companhia vinha do chamado mercado primário, ou seja, proveniente de vendas de unidades em lançamento. Com o desaquecimento do setor, foi necessário mudar de estratégia e focar na expansão da empresa através da criação de uma plataforma de serviços.
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“Hoje atuamos em cinco frentes. Além da intermediação de compra e venda, que está no DNA da companhia e representa 40% da nossa receita, trabalhamos com a oferta de serviços financeiros na área de crédito, negócios corporativos, locações e leilões de imóveis. Desta forma, nos consolidamos no mercado de soluções imobiliárias, dando suporte completo ao consumidor”, explica Hermolin.
E este reposicionamento da Brasil Brokers também criou um mecanismo de proteção frente a novas crises, algo fundamental para uma empresa de capital aberto. “Apesar do cenário hoje estar a nosso favor, é preciso entender que a economia é cíclica e sempre estaremos sujeitos a altos e baixos. Por isso, diversificar o conjunto de serviços faz com que a gente se prepare para possíveis solavancos e mesmo assim siga em frente, sem interferência nos dividendos”, justifica.
Mercado imobiliário aquecido
A baixa dos juros aliada a perspectiva de aprovação das reformas, o avanço no projeto de privatizações e a agenda econômica que vem sendo implementada pelo governo também tem animado o mercado. O clima é de otimismo. Exemplo disso é aumento no volume de vendas de imóveis de alto padrão, acima de R$ 1,5 milhão. A explicação é que essas pessoas já tinham este dinheiro necessário mesmo durante a crise, mas aguardavam o momento de estabilidade para investir.
A cidade de São Paulo, por exemplo, já tem demostrado uma retomada também em outras faixas de imóveis. Outra característica é que as unidades contempladas pelo programa Minha Casa Minha Vida praticamente não foram afetadas com a crise, sobretudo porque o déficit habitacional brasileiro se mantém muito alto.
Em contrapartida, o problema ainda está na classe média que precisará um pouco mais de tempo para voltar a investir. Isso ocorre por conta deste recente período de insegurança em relação ao emprego e renda. O receio é encarar um financiamento a longo prazo sem a garantia de ter como pagar.
Quanto ao setor de locação, o mercado está se adaptando às exigências do consumidor moderno. Ninguém mais tem tempo e paciência para burocracia. Startups e empresas que têm explorado o conceito de locação inteligente estão saindo na frente. Quanto mais simplificado e ágil for o processo, melhor. O cliente tende a priorizar ferramentas que tragam soluções online.
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