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SÃO PAULO – O ano de 2008 começou bem para o segmento de veículos importados, mas não teve o melhor final que o setor poderia esperar. Com o dólar em queda, o ano começou com vendas em alta, mas esse cenário se inverteu em outubro, quando a alta do dólar e os problemas com crédito começaram a afetar os negócios de quem pretendia comprar um carro desses, e consequentemente, o setor.
Os números totais de 2008 ainda não foram divulgados pela Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores). Mas, mesmo com a crise, é possível esperar resultados positivos na comparação com 2007, pois, de janeiro a novembro, as vendas apresentaram altas em relação aos meses equivalentes do ano anterior, e nenhuma queda.
Maiores altas
Um mês de destaque foi julho, quando foram comercializadas 3.949 unidades, um aumento de 310,93% em relação ao mesmo mês de 2007. Já o mês que apresentou o menor crescimento foi novembro, de 33,2%, quando o setor começou a sentir mais forte os efeitos da crise financeira.
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Na comparação com o mês imediatamente anterior, o segmento começou 2008 com queda, de 46,43% na comparação de janeiro do ano passado, com dezembro de 2007. Nos meses seguintes, o setor voltou a se recuperar, mas em novembro apresentou forte queda em relação a outubro, de 43,6%.
Meta prejudicada
No início do ano passado, a expectativa da Abeiva era de vender 32 mil unidades. Mas até novembro, foram vendidas 29.642. Com isso, atingir a meta se tornou mais difícil, já que, para isso, teriam que ser vendidos 2.358 carros somente em dezembro, sendo que no penúltimo mês do ano foram comercializados 1.824 unidades.
Para 2009 ainda não foi divulgada nenhuma expectativa, mas a crise já causou mudanças. Em uma coletiva de imprensa realizada em outubro, o vice-presidente da entidade, Marcel Visconde, afirmou que o crescimento esperado, de 9% em relação a 2008, seria revisto.