Crise na aviação

Sob o efeito da pandemia, preço da passagem aérea cai 34% no Brasil durante o segundo trimestre

De acordo com a Anac, essa foi a maior redução de preços registrada no segundo trimestre em 11 anos

terminal de passageiros do aeroporto de Confins
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O preço da passagem aérea no segundo trimestre sofreu uma queda de 34,3%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De abril a junho, o valor médio dos bilhetes aéreos comercializados no Brasil foi de R$ 294,92, ante R$ 448,65 registrados um ano antes.

O período foi marcado por medidas restritivas mais rígidas para conter o avanço do novo coronavírus no país. De acordo com a Anac, essa foi a maior redução de preços registrada no segundo trimestre em 11 anos.

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Esse foi o segundo trimestre seguido de queda no preço médio da tarifa de voos domésticos no Brasil. De janeiro a março, a média do valor da tarifa ficou em R$ 353,12, uma redução de 14,9% com os valores registrados no mesmo período de 2019, quando a tarifa média foi comercializada por R$ 414,71.

De abril a junho deste ano, cerca de 12,6% das passagens foram comercializadas com tarifas aéreas abaixo de R$100 e 56,9% abaixo de R$ 300 As passagens acima de R$ 1.500 representaram 0,9% do total.

Entre as principais empresas do setor, a Latam foi a que registrou a maior queda na tarifa comercializada. Os preços caíram 38,9% na companhia. Já na Gol, a redução foi de 36,7% e, na Azul, o preço médio caiu 25,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

No período, as empresas aéreas diminuíram drasticamente a oferta de voos domésticos, sendo a Latam a companhia que mais encolheu a sua oferta dentro do país, com uma redução de 90,2% de voos domésticos, em comparação com o mesmo período de 2019. Gol e Azul reduziram em 89,9% e 81,4%, respectivamente, na mesma base de comparação.

Apesar da queda, os dados de julho revelam uma leve reação no setor aéreo, embora a oferta de no mercado doméstico seja 76,3% menor na comparação com o ano anterior.

Foram cerca de 1,6 milhão de passageiros transportados no mês, uma queda de 81,1% em relação a julho de 2019. A ocupação das aeronaves no mercado doméstico foi de 74,1% – queda de 11% na comparação anual e a oferta de assentos reduziu em 76,3%.

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No mercado internacional a demanda por voos sofreu uma queda ainda maior, de 94,5%.

O valor da tarifa aérea registrado na Anac corresponde à remuneração dos serviços de transporte aéreo público e não contempla o valor da tarifa de embarque nem o valor de serviços opcionais.
Para a análise, a agência não leva em consideração as passagens comercializadas sob condições especiais, como programas de fidelização de clientes, tarifas corporativas, pacotes turísticos, tarifas para grupos de passageiros, gratuidades, tarifas para empregados e crianças.
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