Publicidade
SÃO PAULO – Soluções de Pagamento On-line. O termo parece complicado, mas é muito conhecido entre os webshoppers (pessoas que compram pela internet). Embora esteja no plural, a SPO é, na verdade, um tipo de site que reúne muitas – ou todas – formas de pagamento, para que esses consumidores virtuais concretizem a compra. E, segundo o Diretor de Novos Negócios do PagSeguro do UOL, Ricardo Dortas, também é uma ferramenta que pode fazer com que os webshoppers de baixa renda consumam mais.
Segundo dados de pesquisa realizada pela agência Avenida Brasil, 51% dos compradores on-line são de baixa renda. No entanto, esse número poderia ser maior, já que 75% dos internautas brasileiros recebem até cinco salários mínimos. De acordo com o publicitário Renato Meirelles, Sócio-diretor da agência, esses consumidores são desconfiados e os principais motivos para esse temor estão relacionados à segurança de dados.
A SPO vem, então, ajudar esses consumidores a se sentirem mais seguros. “A SPO integra e trabalha com toda a infraestrutura financeira que está montada. É um aplicativo de compra de garantia tanto para quem compra como para quem vende”, explica Dortas, que discutiu as questões do consumidor de baixa renda na internet em seminário realizado e organizado pelo Canal Executivo na última quarta-feira (25), em São Paulo.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Um meio com muitos meios
Na SPO, o consumidor se cadastra, abre uma conta e, com isso, ganha uma senha e um login; a partir daí, ele precisará somente desses dados para realizar a compra. Dortas explica que nessa etapa já se derruba uma das barreiras que impede o webshopper de adquirir o produto. “Com isso [o login e a senha], você pode eliminar páginas e páginas de cadastro e capturar o consumidor”, explica. Isso porque, geralmente, o consumidor desiste da compra na etapa do cadastramento.
Como a SPO integra muitas formas de pagamento, o consumidor poderá escolher a melhor opção para pagar sua compra: cartão de crédito, débito, boleto ou mesmo por e-mail. “Todas as soluções hoje adotam transferências por e-mail”, afirma Dortas. No Brasil, além do PagSeguro, os sites Buscapé e Locaweb também possuem SPO.
Por meio deles, o webshopper tem acesso a um conjunto de sites e produtos que estão cadastrados no sistema. Assim, mesmo comprando por um único meio, o consumidor, na verdade, tem opções de sites de e-commerce, desde que este esteja cadastrado.
Continua depois da publicidade
“Pontos inibidores”
Dortas explica que as Soluções de Pagamento On-line atuam nos principais “pontos inibidores” da compra virtual: desconhecimento da loja, medo de pagar e não receber o produto e insegurança. “Potencialmente falando, esses pontos tendem a ser mais intensos na baixa renda”, afirma.
Assim, para esses webshoppers, as SPOs atuariam com mais eficácia, já que, segundo ele, dão segurança às transações, são fáceis de se utilizar e são rápidas no “checkout”, ou seja, por meio de login e senha, a verificação do cadastro é mais rápida, já que as informações já estão no sistema.
O temor de informar dados financeiros é outro ponto que barra o consumidor de baixa renda. No SPO, Dortas garante que esse tipo de informação não chega até o comprador.
Continua depois da publicidade
Ele explica ainda que, mesmo com o cadastro completo tanto do comprador, como do vendedor, se a entrega do produto não for feita, o webshopper pode reaver o dinheiro. “O consumidor tem alguns dias para fazer uma reclamação. Quando isso acontecer, o sistema bloqueia a transação; depois desse prazo, ele entende que nada aconteceu e libera o pagamento”, explica.
Além disso, Dortas acredita que, para os consumidores virtuais de baixa renda, o sistema seria uma “porta de entrada para outros meios financeiros”. Para ele, “esse modelo está atingindo um nível de maturidade no mundo”.