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SÃO PAULO – Apesar do desenvolvimento tecnológico e dos sistemas cada vez mais avançados para gerenciar os processos do comércio, tanto da venda, quanto do estoque e pagamento, o processo de concessão de crédito no Brasil vive hoje ainda no “mundo arcaico” dos documentos em papel, exigidos do consumidor para comprovar sua idoneidade e renda antes que seja autorizado para obter o financiamento.
Visando essa defasagem, uma nova tecnologia pretende agilizar o processo de comprovação dos dados do consumidor que deseja o crédito. Criado pela Acesso Digital, o sistema SafeDoc digitaliza os documentos do cliente em menos de dois minutos. Pela web, a equipe de crédito da loja pode fazer a análise dos documentos simultaneamente e, em alguns minutos, fazer a liberação.
“Antes, com o processo todo sendo feito pelo papel, podia levar dias até que os funcionários da empresa analisassem todos os documentos e o crédito fosse liberado. Algumas lojas, para evitar que o cliente desistisse, assumiam o risco, fazendo a liberação mesmo antes da análise”, lembra o presidente da empresa, Diego Torres Martins. A ferramenta foi apresentada durante o Ciab 2010 (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras).
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O executivo afirma que o período de maior número de vendas do SafeDoc foi durante a crise financeira internacional, que eclodiu em setembro de 2008. Na época, houve redução generalizada no volume de crédito concedido pelas instituições financeiras. “Com menos dinheiro disponível, elas precisavam ter mais segurança para liberar crédito”, aponta Martins. “Agora, o exemplo dessas instituições está sendo passado para as outras, aproveitando o atual aquecimento da economia brasileira”.
Mais seguro ao consumidor
Para o consumidor, a segurança é mais garantida, por evitar os mais comuns tipos de fraude, como aquele em que a pessoa solicita um empréstimo com documentos de outras. A ferramenta, além de armazenar a imagem digitalizada do comprovante de residência ou de renda, também anexa uma foto do consumidor, tirada na hora a partir de uma webcam comum.
“Isso evita ao consumidor a dor de cabeça de ter de provar que não foi ele quem pediu o empréstimo, mas alguém que o fez em seu nome. A foto estará lá para comprovar que não era ela”, explicou Martins, acrescentando que o sistema de digitalização pode ser integrado aos modelos básicos multifuncionais (equipamentos que funcionam como impressora e scanner) domésticos.
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Para ele, a diminuição do tempo para liberação de crédito e o aumento na segurança são importantes avanços em um momento de expansão do crédito como se tem visto no País. “O consumidor ficará mais protegido, porque reduz o problema de fraudes, e aumenta a certeza de que ninguém vai clonar ou usar seus documentos indevidamente”, concluiu o executivo.