Publicidade
Enquanto o Brasil avança na regulamentação das apostas esportivas, um outro modelo começa a ganhar espaço no debate sobre inovação financeira e análise de dados: os mercados de previsão.
Embora muitas vezes associados às chamadas “bets”, especialistas apontam que os dois sistemas operam com lógicas distintas.
Nas apostas esportivas tradicionais, o usuário aposta contra uma casa que define previamente as odds. Já nos mercados de previsão, os participantes negociam entre si contratos ligados à ocorrência de eventos do mundo real, como indicadores econômicos, decisões políticas ou avanços tecnológicos.
Continua depois da publicidade
É nesse contexto que surge a SinalOn, que pretende operar no Brasil com um modelo baseado em negociação peer-to-peer de previsões.
Plataforma de previsões
Nesse formato, os contratos geralmente representam respostas binárias — “sim” ou “não” — para determinados eventos. O preço desses contratos varia conforme a oferta e a demanda entre os participantes, passando a refletir, em tempo real, a probabilidade coletiva de um acontecimento.
A lógica do sistema está na agregação de informação: ao alocar recursos em suas previsões, os participantes ajudam a formar um indicador coletivo sobre expectativas futuras.
Continua depois da publicidade
Nos Estados Unidos, plataformas como Kalshi e Polymarket ajudaram a popularizar o modelo ao permitir negociações sobre eleições, economia e tendências tecnológicas.
Debate regulatório
No Brasil, o tema ainda enfrenta incerteza regulatória. O avanço ocorre em paralelo à regulamentação das apostas esportivas, conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda. Até o momento, os mercados de previsão não possuem enquadramento jurídico específico.
É nesse cenário que a SinalOn busca se posicionar — não como uma plataforma de apostas, mas como uma infraestrutura voltada à geração de dados probabilísticos a partir da inteligência coletiva.
Continua depois da publicidade
Segundo a empresa, a plataforma foi estruturada com mecanismos de identificação de usuários (KYC), políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e integração com o Pix.
Além da operação tecnológica, a companhia afirma que pretende contribuir para o debate regulatório. Entre as iniciativas estão a elaboração de um white paper sobre o tema e a proposta de criação de um sandbox regulatório para testes em ambiente supervisionado.
A discussão pode envolver instituições como o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, que acompanham a evolução de novos modelos digitais no sistema financeiro.
Continua depois da publicidade

“Mercados de previsão não são apostas. A lógica é a de um mercado informacional, em que as pessoas negociam probabilidades sobre acontecimentos reais. O resultado é um indicador coletivo que pode ajudar na leitura de cenários”, afirma Sandro Santos.
Segundo o executivo, a proposta é que esse tipo de plataforma funcione como uma nova camada de dados sobre expectativas econômicas e sociais.
“A ideia é transformar percepções coletivas em sinais quantitativos. Em vez de apenas opiniões ou enquetes, o mercado passa a gerar probabilidades em tempo real baseadas em incentivos econômicos”, diz.
Novo segmento
Além da plataforma, a SinalOn também anunciou a criação do Instituto Brasileiro de Mercados de Previsão (IBMP), iniciativa voltada à produção de estudos e ao desenvolvimento de boas práticas para o setor.
A expectativa é que o avanço das discussões sobre inovação financeira, economia de dados e regulação digital leve os mercados de previsão a ganhar espaço gradual no debate econômico brasileiro.
Mais informações sobre os serviços da SinalOn podem ser conferidas no site.
Importante: O modelo de previsão ainda não é regulado no Brasil e pode envolver riscos financeiros.