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SÃO PAULO – Ao comprar uma passagem de avião para determinado voo, os passageiros ficam sujeitos a possíveis atrasos do voo, overbooking e até mesmo cancelamento do mesmo. E, por mais que isso não seja divulgado, todos têm direitos de indenização nesses casos.
É essa situação que a Airhelp, startup norte-americana, quer solucionar. Através do site, é possível informar quais foram os problemas com o voo e a empresa garante a indenização do passageiro, caso ela tenha que ser feita. Se a indenização tenha sucesso, a empresa cobra uma taxa de 25% do valor da mesma, mas, caso contrário, o serviço é gratuito. Podem ser informados problemas com voos de inúmeras companhias e dos mais diversos países.
Em entrevista ao InfoMoney, o Country Manager para Portugal & Brazil da Airhelp, Bernardo Pinto, contou que o principal motivo que leva as pessoas a não correr atrás de seus direitos é, primeiro, o fato deles não serem divulgados. “A maioria das pessoas não sabe que têm direito a indenização”, disse. “Esse foi um dos pilares da criação da Airhelp, a divulgação dos direitos que os passageiros têm em todas as regiões do mundo”, continuou.
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A Airhelp atua conforme a legislação específica de cada país, que determina quais são os direitos dos passageiros e quais devem ser as obrigações das companhias. “Existem poucas diferenças nas regulamentações de cada país, mas todas são positivas e bem claras”, disse. Ela sempre se aplica para as companhias aéreas nacionais e também para os voos que partem e chegam no país.
Segundo Bernardo, o tempo médio que os passageiros esperam para receber a indenização é de um a três meses – e ela é de, em média, 400 euros.
A indenização envolve tanto o valor pago na passagem quanto o gasto com bebida, comida e até alojamento do tempo de espera para cancelamento ou atraso do voo. Ela cobre, entretanto, apenas situações cuja culpa seja da companhia aérea – problemas climáticos, desastres naturais ou conflitos políticos, por exemplo, não se aplicam.
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“Temos uma taxa de 95% de sucesso nas reclamações. Nós conseguimos tornar todo o processo mais fácil, pois corremos atrás de tudo, e muito mais barato, pois se fosse buscar seus direitos por conta própria, o passageiro teria que pagar advogado e arcar com outros custos”, disse Bernardo. Ele ainda ressaltou que, caso a companhia se recuse a pagar a indenização, ela é acionada juridicamente.
A empresa já atua no Brasil, e, segundo Bernardo, já foram registrados problemas com companhias aéreas brasileiras, tanto de brasileiros quanto de estrangeiros, e também reclamações de companhias estrangeiras, mas que voaram para o Brasil.
A empresa foi fundada nos Estados Unidos em 2013 pelos dinamarqueses Henrik Zillmer e Nicolas Michaelsen. Até o momento, mais de 1 milhão de passageiros já utilizaram os serviços.