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SÃO PAULO – Os gastos com telefonia móvel chegam a comprometer 7,5% da renda dos brasileiros, segundo indicou uma pesquisa da UIT (União Internacional de Telecomunicações), divulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas). O País ficou em 114º entre os 154 países participantes.
O percentual está bem acima do de outros países da América do Sul, como Colômbia (3,5%) e Peru (2,8%), e abaixo do registrado em países como Marrocos (11,8%) e Moçambique (46,6%).
Para ter acesso a um pacote básico, o brasileiro gasta em média US$ 44,20. Apesar do comprometimento de renda não ser o maior entre os 154 países analisados, nenhum outro registrou uma despesa média acima da brasileira.
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Os gastos com telefonia fixa exigem menos da renda do consumidor, mas, ainda assim, deixam o Brasil em uma posição elevada (113º). Um pacote básico desse serviço faz com que o brasileiro gaste 5,9% de sua renda, com um gasto médio de US$ 34,80.
Já a Banda Larga continua sendo a campeã nos preços, exigindo 9,6% da renda média dos consumidores e um gasto de US$ 56,50. Porém, o alto custo deste serviço também é verificado em diversos outros países, o que fez com o Brasil ficasse em uma posição melhor no ranking (77º).
No índice geral, que compara o desenvolvimento em tecnologia da informação e comunicação, o Brasil ficou em 60º lugar, atrás de países como Argentina (47º), Chile (48º), Uruguai (49º) e Rússia (50º). Ao mesmo tempo, obteve classificação melhor do que outros países emergentes, como China (73º) e Índia (118º).
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Segundo a UIT, o Brasil registrou poucos avanços entre 2002 e 2007, período considerado para a pesquisa, o que ocasionou a perda de seis posições, já que, em 2002, o País estava na 54ª.