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SÃO PAULO – O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou durante a abertura solene do III Seminário Banco Central de Microfinanças, na noite da última segunda-feira, dia 14 de junho, em Goiânia, que as ações que estão sendo implementadas pelo governo de apoio ao microcrédito e ao cooperativismo de crédito, fazem parte de um projeto nacional de desenvolvimento.
Objetivo é fortalecer pequenos negócios
Meirelles lembrou em seu discurso que, mesmo em economias mais desenvolvidas que a brasileira, os pequenos negócios se notabilizam pela geração de renda e ocupação.
Ainda ressaltou que o Brasil, diante do desafio de se promover um crescimento duradouro com inclusão social deve considerar que a perenização de fontes de recursos para o apoio e expansão do segmento é fundamental.
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O presidente do BC disse também que a instituição trabalha para o fortalecimento das microfinanças ao mesmo tempo que não se descuida da manutenção da austeridade monetária que, junto com o ajuste fiscal permanente, vai garantir que o desenvolvimento nacional seja estável e não sofra solavancos de picos e quedas.
“Cuidamos para que a inflação esteja sob controle porque são os pequenos negócios e a população mais pobre que sofre com a disparada dos preços,” afirmou. Segundo Meirelles, só a estabilidade com crescimento econômico pode garantir a expansão contínua do crédito e demais serviços financeiros para o segmento.
Microcrédito em função da população de baixa renda
Já o diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro da instituição, Sérgio Darcy, disse na abertura do seminário durante a manhã de segunda-feira, que as ações do governo federal nessa área tem por objetivo garantir a ampliação cada vez maior do acesso da população de baixa renda e dos empreendedores formais e informais ao sistema financeiro.
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“Estamos implementando instrumentos de inclusão bancária, fator de desenvolvimento econômico e social de longo prazo”, disse ele, dando como exemplo as cooperativas mútuas e de livre adesão e o programa de apoio ao microcrédito que tem como “funding” 2% dos depósitos à vista captados pelos bancos.
Segundo Darcy, o Banco Central, como órgão regulador e fiscalizador do sistema financeiro está procurando, na construção de instrumentos de apoio à indústria de microfinanças, um equilíbrio entre a quantidade e a qualidade. Isso porque um número cada vez maior de instituições que trabalham na área também pressupõe a manutenção do foco dos objetivos das ações em implementação. “O BC vai querer saber sempre quem trabalha nessa área, como e porque trabalha. Esses cuidados são indispensáveis à saúde do sistema financeiro”, avalia.
Contas simplificadas atraem microcrédito
O diretor do BC acredita ainda que o número cada vez maior das contas simplificadas vai permitir um uso mais efetivo dos recursos direcionados pelo governo para aplicação em microcrédito. Essas contas dispensam comprovação de renda e endereço e estão sendo multiplicadas em todo o país pelos correspondentes bancários. “Gradativamente estaremos cumprindo o objetivo de bancarizar a população e de pulverizar o crédito”, concluiu.
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Além de especialistas de todo o Brasil em microfinanças, representantes de instituições que operam com o microcrédito e de todos os sistemas de cooperativismo de crédito, parlamentares, prefeitos, secretários estaduais e municipais transformaram a sessão solene do Seminário do BC que termina na tarde desta terça-feira, dia 15 de junho, em um grande evento de apoio às medidas em implementação que fortaleçam o empreendedorismo e a formalização da economia.