Sem prejuízo: bancos investem cada vez mais em segurança na rede

Fraudes aumentam e, por isso, em média, os bancos investem R$ 1,5 bilhão em proteção; usuários devem ficar atentos

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SÃO PAULO – Cada vez mais a tecnologia está a favor da segurança. No caso dos bancos, vários meios são utilizados para proteger os clientes e seus dados. Em média, as instituições bancárias investem R$ 1,5 bilhão em sistemas de segurança.

Não é de se estranhar tanto investimento, já que tentativas de fraudes em bancos vem aumentando. De acordo com levantamento feito pelo CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), um serviço do NIC.br (Núcleo de Informação e coordenação do Ponto BR), no ano passado casos de páginas falsas de bancos mais do que dobraram (124%), na comparação com 2007.

Somente no Brasil, casos de páginas falsas de sites de instituições bancárias brasileiras aumentaram 266% na mesma base comparativa. Por outro lado, casos de cavalo de tróia, utilizados para furtar informações e credenciais, caíram 6% entre o quarto trimestre do ano passado e o mesmo período do ano anterior.

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Confiança

Boa parte do investimento em segurança dos bancos se volta a meios para proteger os dados dos seus clientes. Os métodos biométricos, por exemplo, já são comuns nas instituições bancárias e cada vez mais se popularizam.

Esses sistemas se baseiam na utilização de alguma parte do corpo para a identificação da pessoa e, segundo pesquisa da Unisys Corporation, são considerados os mais confiáveis. Cerca de 71% dos brasileiros, por exemplo, confiam na impressão digital. Já a leitura da íris tem a confiança de 60% deles.

A boa e velha senha pessoal ainda tem a confiança de 67% das pessoas que vivem no País. Com tantos espertinhos por aí é bom ficar atento e adotar algumas medidas para não serem vítima de fraudes.

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Mais um

Mais uma tecnologia a favor do usuário foi colocada em funcionamento. Para prevenir fraudes, o Banco Nossa Caixa anunciou a operação de um sistema que integra redes neurais (sistema de informática que simulam o funcionamento de neurônios) e informações de operações realizadas por meio de cartão de débito e do NetBanking.

O sistema, em geral, identifica o perfil do usuário por meio das transações que ele realiza e os valores movimentados por meio de cartões de débito. O cruzamento desses dados permite ao sistema traçar padrões de comportamento. Qualquer transação que fuja desse “mapa” são brecadas.

De acordo com o banco, para colocar o sistema em funcionamento foram investidos R$ 20 milhões no projeto.

Para aumentar a segurança

Os especialistas lembram que grande parte dos golpes virtuais são praticados por quadrilhas altamente especializadas e compostas por criminosos muitas vezes ligados ao tráfico de drogas e armas.

Entretanto, segundo a Febraban, os investimentos dos bancos em segurança já resultam na diminuição de 29,6% no número e de 27,5% no valor das fraudes registradas em 2008. Para que estes números continuem caindo, a Federação dá algumas dicas para realização segura de operações na internet.

O ponto de partida é evitar acessar a conta em internet banking por meio de computadores em locais de grande circulação de pessoas, como cyber cafés, lan houses e outros computadores, mesmo que pessoais, em locais de estudo ou trabalho, que possam ser compartilhados com outras pessoas.

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Além disso, é preciso ter muita atenção com e-mails recebidos que aguçam a curiosidade, contendo mensagens como “Você está sendo traído”, ou “Confira: fotos picantes”. Esses e-mails costumam ser porta de entrada para ladrões de senhas, dando origem às fraudes.

Além disso, ao acessar sites de bancos, é importante digitar o endereço da página no navegador, evitando sempre o acesso por links com mensagens do tipo “clique aqui”.

Trocar periodicamente a senha do acesso ao banco pela internet e verificar constantemente os lançamentos em conta corrente também podem ajudar a evitar fraudes. Se houver dúvida com relação a algum dos procedimentos de segurança do site do banco, a instituição deve ser imediatamente contactada. Prevenção é o melhor remédio.

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Conhecer bem a página do seu banco e manter o antivírus do seu computador atualizado e com um software de proteção contra ataques pela internet, também são medidas necessárias.