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SÃO PAULO – O Sem Parar-Via Fácil já está implantado em 19 estradas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, e a empresa pretende investir R$ 20 milhões em 2007 para levar o sistema às rodovias pedagiadas de Campinas (interior de São Paulo), Curitiba e Porto Alegre.
O investimento no Sem Parar se deve ao aumento do valor arrecadado desde sua implantação em 2003. Naquele ano, a receita bruta chegou a R$ 19,2 milhões; em 2006, subiu para R$ 75,6 milhões.
Movimentação e arrecadação
“Para 2007, nós pretendemos aumentar a arrecadação para R$ 85 milhões”, diz Fábio Correa, diretor do “Sem Parar”, que é a marca do pedágio eletrônico de São Paulo.
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A passagem pelo pedágio pode chegar a ser quatro vezes mais rápida do que no manual. O sistema é responsável por 35% das passagens nos pedágios, em média, e já alcança 65% em alguns locais.
“Nos horários de movimento normal, o pedágio comum pode cobrar 300 veículos por hora, enquanto a cancela eletrônica permite cerca de 1.200 passagens, sem contar os horários de pico e as vésperas de feriados, em que a lentidão do método tradicional se acentua”, afirma o diretor.
Complicações do sistema
O sistema é prático, porém alguns motoristas que possuem o ‘Sem Parar’ no carro tentar forjar o pedágio aumentando a velocidade ao se aproximar da cancela e atravessam as praças de cobrança sem pagar.
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“Muitas pessoas acham que, se passarem pelo ‘Sem Parar’ enquanto a cancela ainda está aberta, não pagarão a tarifa do pedágio. O que elas não sabem é que o sistema identifica a fraude e emite uma multa”, diz Odair Tafarelo, da AutoBan.
O sistema permite a cobrança da tarifa de pedágio com o veículo em movimento, porém a uma velocidade de 40 Km/h. Na AutoBan, concessionária que administra as rodovias Anhangüera e Bandeirantes, dos 120 mil carros que usam o sistema eletrônico por dia, cerca de 12 a 15 carros não pagam a tarifa.
Multa
O motorista que cometer a infração recebe cinco pontos na Carteira Nacional de habilitação (CNH), além de uma multa no valor de R$ 127.
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No entanto, segundo Tafarelo, há várias possibilidades de resolver a situação, quando o motorista não tem como pagar a tarifa.
“Quando alguém está nesta situação, é necessário preencher um formulário com alguns dados e a pessoa tem até cinco dias úteis para fazer o pagamento. Pode ser em qualquer praça de pedágio ou por boleto bancário”, explica.