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SÃO PAULO – Sem medo da crise aérea, 30,5% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos seis meses, sendo que 40,3% dessas pessoas ainda prevêem o uso do transporte aéreo, de acordo com a Sondagem de Expectativa do Consumidor, realizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com a Embratur.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (24), revelaram crescimento na comparação com o mês de janeiro do ano passado, quando 27% dos brasileiros demonstraram desejo de realizar uma viagem. Dentre os meios de transporte, no primeiro mês de 2007, 36,5% dos brasileiros pretendiam viajar com avião nos próximos meses.
A pesquisa relativa a 2008 ainda mostra que 42% usarão, preferencialmente, automóvel e 12,4% pretendem viajar de ônibus.
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Destinos
Dos entrevistados que apresentaram intenção de viajar, 82,2% deverão visitar destinos turísticos nacional, quantidade 5,4% superior à registrada no ano passado. Aqueles que pretendem ir para fora do país somaram 15%, mesma proporção de janeiro de 2007. Esses dados comprovam a preferência pelo uso de carro e automóvel, mais comuns na viagens domésticas.
Por mais que deseje viajar, o consumidor está menos confiante na economia do país. Em janeiro, na comparação com dezembro, esse índice caiu 2,6%, passando de 120,3 para 117,2 pontos. O resultado foi influenciado pelas expectativas menos otimistas em relação aos próximos meses.
O Índice da Situação Atual aumentou de 121,7 para 122,3 pontos (+0,5%) e o Índice de Expectativas foi de 119,7 para 114,4 pontos (-4,4%).
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Pesquisa
A sondagem contempla apenas três questões no âmbito do turismo: intenção de viagem, destino e meio de transporte. Para os próximos meses, a Embratur já solicitou detalhes sobre regiões a serem visitadas, com quem o turista pretende viajar e qual será o meio de hospedagem.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor também leva em consideração os seguintes quesitos: situação econômica do País, da família, do orçamento doméstico, do grau de dificuldade de encontrar trabalho e intenções de compras de bens de alto valor.
O levantamento foi realizado entre os dias 28 de dezembro e 21 de janeiro em mais de dois mil domicílios nas sete principais capitais brasileiras.