Publicidade
SÃO PAULO – Começou nesta terça-feira (31) a sexta reunião deste ano do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Na reunião – que acontece a cada 45 dias – o comitê vai definir o novo patamar da taxa básica de juro, a Selic. Mas, de acordo com o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, o patamar atual, de 10,75% ao ano, não deverá sofrer alterações.
“Como os índices de inflação estão bem controlados, não há nesse momento motivo para que o Copom altere a Selic. Isso é ótimo para o consumidor, pois significa que também não haverá elevação dos juros finais”, afirma.
O vice-presidente diz ainda acreditar que possa haver até uma redução nos juros ao consumidor. “Nós estamos em um momento bom para a economia, com emprego e renda em alta e inadimplência em baixa. Além disso, há uma concorrência acirrada entre bancos e instituições financeiras. Tudo isso dá margem para que tenhamos juros menores ao consumidor brasileiro”.
Final de ano
Ainda de acordo com Oliveira, nem mesmo se o Copom decidir surpreender o mercado e elevar a Selic, o consumidor será prejudicado. “Se a Selic subir, a alta não deve nem ser repassada aos consumidores. Temos confiança de que os juros praticados hoje se manterão inalterados até o final do ano. Mesmo os juros de modalidades de crédito mais fáceis, como cartão de crédito e cheque especial, não deverão sofrer elevações”.
Diante desse cenário, o executivo acredita que este final de ano será marcado por forte consumo dos brasileiros.
“Na minha opinião, este será o melhor Natal da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque o consumidor está mais confiante no emprego, se sente motivado a gastar. Além disso, com a inadimplência em baixa, os bancos estão menos preocupados com os riscos e tendem a emprestar mais, com melhores prazos de pagamento e, como já disse, prazo menores. Isso seduz o cliente, que deve aproveitar o dinheiro do décimo terceiro para realizar alguns sonhos de consumo“, finaliza.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro