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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve reduzir a taxa básica de juro em sua próxima reunião, que acontece na terça (20) e quarta-feira (21), mas a queda não será acentuada, de acordo com o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Por isso, neste ano, o brasileiro verá o crédito ficar mais barato aos poucos, contando com patamares ainda elevados de juros.
“Será a primeira de um ciclo de quedas. Não acredito que o Banco Central vá promover uma queda muito forte. Se ele quisesse fazer isso, até se justificaria, com a queda da atividade econômica, a queda da arrecadação, o desemprego crescendo e os estoques das empresas crescendo. Tudo isso justificaria, mas eu não acredito que faça isso, senão ele vai admitir que errou lá atrás e que já deveria ter reduzido”, afirmou.
Tardia
Oliveira afirmou que a queda nas taxas de juros, se vier na próxima reunião, estará vindo tarde, uma vez que os números já estavam mostrando desaceleração na atividade econômica.
“A política monetária de juros tem de ser tomada antecipadamente. Quanto mais cedo reduz os juros, menor a intensidade que precisa reduzir e mais cedo a economia vai se acelerar. Quanto mais retarda, maior vai ser a necessidade de interferência dele e mais demorada vai ser essa aceleração”, afirmou.
De acordo com o vice-presidente da Anefac, é uma certeza do mercado que o Banco Central vai reduzir as taxas de juros daqui para a frente.
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Lenta
Oliveira afirmou que existe um ponto que joga a favor e outro contra a redução das taxas de juros para os consumidores, que seguem a taxa básica determinada pelo Banco Central. A favor da queda dos juros, há uma normalidade do mercado de crédito, que tomou um susto em setembro do ano passado com a redução dos recursos internacionais.
Por outro lado, o que joga contra é uma atividade econômica que está em desaceleração. As empresas estão começando a demitir funcionários e isso levará a um desemprego e maior inadimplência, que leva as taxas de juros a subirem.
“Considerando todos os fatores envolvidos, a tendência é de que as taxas de juros continuem caindo, de forma lenta. Ou seja, o consumidor vai ver taxas de juros cada vez menores, mas de forma lenta. Vai conviver ainda por um tempo com taxas de juros em um patamar elevado”, finalizou.
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