Segurança da informação: rede hoteleira é a preferida pelos hackers

Em um ano, cresce 58% o número de ataques contra servidores do setor de lazer e turismo, aponta pesquisa de corretora de seguros

Publicidade

SÃO PAULO – Em um ano, o número de ataques contra servidores do setor de lazer e turismo cresceu 58%. O motivo para que hotéis e resorts sejam um dos segmentos preferidos dos hackers é o banco de dados desses estabelecimentos, que costuma guardar uma grande quantidade de informações pessoais de seus clientes.

De acordo com a pesquisa realizada pela corretora de seguros Willis Group Holdings, a maioria dos ataques acontece por conta de pequenos erros cometidos pelas empresas terceirizadas, que são contratadas para gerenciar o banco de dados dos hotéis. Além disso, o segmento sofre com o vazamento de informações, com envolvimento do quadro de funcionários.

O levantamento, realizado em 24 países, mostra que 38% dos ataques são feitos na rede hoteleira.

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

Setores hackeados
Embora o setor hoteleiro seja o mais atacado por criminosos cibernéticos, ele não está sozinho. Outros segmentos também têm atraído os hackers. Segundo a pesquisa, 19% dos serviços financeiros já sofreram ataques, seguidos pelos setores de varejo (14,2%), alimentos e bebidas (13%), negócios (5%), tecnologia (4%), educação (1,4%) e industrial (1,4%).

Preço do ataque
De acordo com o levantamento, o maior problema enfrentando para a resolução dos ataques é a demora de até cinco dias para anunciar a perda de dados.

A pesquisa também aponta que a recuperação desses tipos de ataques pode exigir dos peritos forenses entre uma semana e um mês, podendo custar entre US$ 100 mil e US$ 1 milhão. Alguns ataques podem ser resolvidos em menos tempo, entre dois dias e uma semana, porém, o custo para o empresário é o mesmo.