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SÃO PAULO – A possibilidade de uma TR (taxa referencial) negativa, que motivou o CMN (Conselho Monetário Nacional) a garantir o rendimento da poupança em, no mínimo, 0,5% ao mês, não deve impactar a correção monetária de financiamentos imobiliários. A previsão foi feita pela Abecip (Associação Brasileira das Empresas de Crédito e Poupança) nesta sexta-feira (1º).
“A TR quase não influencia no preço da parcela”, explicou o superintendente-geral da entidade, José Pereira Gonçalves. Além do juro de, no máximo, 12% ao ano, dentro do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), o mutuário arca com o indexador, cuja variação está diretamente ligada à taxa básica de juros da economia, a Selic (atualmente em 11,25% ao ano).
Entenda
Por fevereiro ter menos dias e a Selic estar baixa para os parâmetros históricos, haveria a possibilidade de a TR ficar negativa entre os dias 2 e 3 deste mês.
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A poupança tem rendimento fixo de 0,5% ao mês (o que gera em torno de 6% ao ano), mais a variação da TR. Dessa forma, o CMN tomou uma medida cautelar, como forma de garantir rentabilidade mínima mensal de 0,5%.
“Foi apenas uma prevenção. Isso não quer dizer que a TR fique realmente negativa”, lembrou Gonçalves.
Menor proporção
Conforme José Dutra Vieira Sobrinho, especialista em matemática financeira, a TR ficou em 1,45% no ano passado – a menor proporção desde sua criação. Até então, o recorde havia sido registrado em 2004, quando a taxa foi de 1,82%.
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Na tabela abaixo, é possível verificar o comportamento da TR desde 1995, após a estabilidade da economia proporcionada pelo Plano Real (1994):
| Variação da TR | |
| Ano | Total |
| 1995 | 31,62% |
| 1996 | 9,57% |
| 1997 | 9,78% |
| 1998 | 7,79% |
| 1999 | 5,73% |
| 2000 | 2,15% |
| 2001 | 2,29% |
| 2002 | 2,8% |
| 2003 | 4,65% |
| 2004 | 1,82% |
| 2005 | 2,83% |
| 2006 | 2,04% |
| 2007 | 1,45% |
Fonte: José Dutra Vieira Sobrinho – matemático financeiro