Satélite japonês chega à órbita lunar nesta sexta-feira

O Kaguya dará início ao maior projeto de estudo da superfície da lua desde o projeto Apollo, dos EUA; lançamento ocorre após os 50 anos do Sputnik

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SÃO PAULO – O primeiro satélite lunar japonês, Kaguya, atingiu a órbita nesta sexta-feira (5). A agência espacial do país afirmou que o projeto está obtendo sucesso e que o satélite, batizado com o nome de uma princesa folclórica, dará início ao maior estudo da superfície da lua desde o projeto Apollo, dos Estados Unidos.

O anúncio é um grande feito para o Japão – que já foi a maior potência espacial da Ásia, e agora rivaliza com China e Índia – e ocorre um dia depois do aniversário de 50 anos do lançamento do satélite Sputnik, da antiga U.R.S.S., que deu início à corrida espacial entre o país socialista e os Estados Unidos.

Projeto

A missão, que foi adiada por 4 anos, irá mapear e estudar a superfície da lua, sua origem e evolução com base nos dados que serão enviados pelos três satélites que fazem parte do projeto.

O Japão lançou seu primeiro satélite em 1970, e é responsável por grandes conquistas no espaço. Mas no começo do ano, o contato com um de seus astros foi perdido devido a uma pane elétrica, causando um prejuízo de bilhões de dólares.

Dois anos atrás, uma missão para Marte foi abandonada, pois outro satélite japonês sofreu uma pane, mudou de curso e perdeu-se no espaço.

China

A China, por sua vez, tem obtido grandes sucessos em incursões espaciais. Em 2003, tornou-se o primeiro país asiático a colocar em órbita seus astronautas, e pretende lançar um satélite lunar até o fim deste ano.

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O Kaguya foi lançado no dia 14 de setembro do centro espacial de Tanegashima, no oeste do país, e deverá orbitar a cem quilômetro da superfície lunar.