São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

Pesquisa mensal do Dieese mostra que conjunto de produtos chegou a R$ 172,87, depois da alta de 0,39% verificada em janeiro

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SÃO PAULO – Em janeiro, a cesta básica vendida em São Paulo atingiu o valor de R$ 172,87 e se tornou a mais cara entre todas as cestas vendidas nas 16 capitais analisadas mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos).

De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (03), o aumento verificado na capital paulista durante o primeiro mês do ano foi de 0,39%. Já no acumulado dos últimos doze meses, a alta no custo da cesta básica paulistana chega a 1,08%.

O que mais subiu

Entre os 13 itens pesquisados em São Paulo, cinco registraram alta em janeiro, na comparação com dezembro. O maior aumento foi verificado na batata, que ficou 20,90% mais cara. Com variação bem menos intensa, aparecem na seqüência manteiga (3,38%), banana nanica (2,25%), feijão carioquinha (1,80%) e café em pó (0,34%).

Outros seis produtos pressionaram a média de preços para baixo, especialmente arroz tipo 2 (-4,67%), pão francês (-2,28%) e tomate (-2,27%). Leite in natura tipo C e farinha de trigo ficaram estáveis em janeiro.

No acumulado dos últimos doze meses, a batata ocupa, isolada, o posto de maior elevação, com encarecimento de 60,40%. Atrás dela ficam açúcar (14,95%) e feijão (10,40%). Já no ranking de maiores quedas de preço, arroz (-27,78%) e tomate (-21,10%) dividem os primeiros lugares.

Esforço do trabalhador

Ao atingir o valor de R$ 172,87, a cesta básica passou a comprometer 72% do salário mínimo líquido do trabalhador de São Paulo. A conta já deduz a quantia recolhida à Previdência Social. Embora muito elevada, esta parcela de comprometimento é inferior aos 77,17% que eram exigidos em janeiro de 2004.

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Outro indicador que também apresenta ligeira melhora é aquele que mede o tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica. Quem ganha salário mínimo, foi obrigado a trabalhar 146 horas e 16 minutos em janeiro. No ano passado, este tempo era de 156 horas e 47 minutos, ou seja, superior em mais de dez horas.