Depois do Fold

Samsung trabalha em mais smartphones dobráveis, dizem fontes

Empresa trabalha em um dispositivo que se fecha como uma concha e em outro que se dobra com a tela do lado externo, da mesma forma que o Mate X

arrow_forwardMais sobre

(Bloomberg) — A Samsung Electronics tenta sair na frente em um novo segmento do mercado e está desenvolvendo dois smartphones dobráveis para lançar depois do Galaxy Fold.

Segundo fontes que pediram para não serem identificadas falando sobre planos internos, a empresa sul-coreana trabalha em um dispositivo que se fecha como uma concha e em outro que se dobra com a tela do lado externo, da mesma forma que o Mate X, fabricado pela Huawei Technologies. O Galaxy Fold, que a Samsung pretende lançar em abril cobrando US$ 1.980 nos EUA, se fecha para dentro, como um notebook.

Ainda é cedo para medir a demanda por smartphones com telas flexíveis, mas a Samsung e concorrentes estão empenhadas em ganhar vantagem sobre a Apple nesse setor que movimenta US$ 495 bilhões — especialmente diante do desaquecimento das vendas.

PUBLICIDADE

A Xiaomi desenvolve um aparelho que se dobra duas vezes, como demonstrado em um vídeo divulgado em janeiro. Já a fabricante do iPhone não anunciou qualquer plano envolvendo smartphones desse tipo.

“Ninguém sabe ainda qual é o design ideal”, disse Bryan Ma, responsável por pesquisa de aparelhos na IDC. “O momento é propício para experimentação. Muitos desses designs não terão sucesso, mas quem trabalha no setor aprenderá lições valiosas.”

Uma porta-voz da Samsung se recusou a comentar sobre os planos para novos telefones dobráveis.

A Samsung, que tem sede em Suwon, pretende apresentar o aparelho que se dobra verticalmente no final deste ano ou início do ano que vem e está usando dispositivos de teste para aperfeiçoar o design, segundo as fontes.

O aparelho atual tem uma tela a mais do lado externo, mas essas pessoas relatam que a empresa estuda removê-la, dependendo de como os consumidores reagirem a uma montagem semelhante no Galaxy Fold. O dispositivo que se dobra com a tela para fora será mais fino porque não tem tela adicional, disseram as fontes.

A Samsung talvez incorpore um sensor embutido de impressão digital nos aparelhos dobráveis, como fez com o modelo Galaxy S10, anunciado no mês passado.Enquanto trabalha nos novos modelos, a companhia tenta aumentar a durabilidade da tela do Galaxy Fold, se esforçando para eliminar um vinco que aparece no painel após ter sido dobrado cerca de 10.000 vezes. A Samsung estuda oferecer troca grátis das telas após o lançamento do produto, segundo uma das pessoas entrevistadas.

PUBLICIDADE

Quer trocar de celular? Invista. Abra uma conta gratuita na XP. 

Essa imperfeição surge na película protetora do Galaxy Fold, de acordo com essa fonte, que revelou que este foi um dos motivos pelos quais a Samsung manteve o aparelho dentro de uma redoma na feira MWC, em Barcelona, no mês passado. A porta-voz da Samsung argumentou que o Galaxy Fold foi exibido desta maneira porque a empresa queria direcionar a atenção para o Galaxy S10, que será lançado em breve, e não por haver um problema com a qualidade do aparelho dobrável.

A Samsung espera produzir pelo menos 1 milhão de telefones dobráveis neste ano. A empresa tenta atrair consumidores que se acostumaram a melhorias incrementais e estão optando por smartphones mais baratos de marcas chinesas.

A Samsung produz chips de memória, televisores e fabrica internamente as telas dobráveis, além de fornecer tecnologia para concorrentes como a Apple. A companhia sul-coreana vendeu 291,3 milhões de telefones no ano passado e a Huawei vendeu 205,8 milhões, segundo a Strategy Analytics. A previsão é que a Samsung venda mais de 40 milhões de unidades do carro-chefe Galaxy S10 no primeiro ano após o lançamento, de acordo com a Counterpoint.

A Samsung levou oito anos para desenvolver o Galaxy Fold e trabalhou com o Google para adaptar o sistema operacional Android à tela dobrável. A empresa visualiza um futuro com telas rolantes e ampliáveis nos smartphones, afirmou o vice-presidente executivo Chung Eui-suk no website corporativo no mês passado.