Roubo de dados bancários representou 76% das ameaças na web em 2008

Das ameaças que roubavam informações confidenciais em 2008, 76% tinham como objetivo dados de contas e cartões

Publicidade

SÃO PAULO – As ameaças com capacidade de detectar o que está sendo digitado no teclado e que podem ser usadas para roubar informações como dados da conta bancária representaram 76% das ameaças de obtenção de dados confidenciais no ano passado. Em 2007, esse índice era de 72%.

De acordo com o Relatório Symantec sobre Ameaças de Segurança na Internet, esta continua sendo uma economia informal bem organizada e cada vez mais especializada em roubar informações confidenciais, principalmente dados da conta bancária e do cartão de crédito dos usuários.

“Os criminosos digitais têm obtido lucro por meio da criação e disseminação de ameaças customizadas que visam roubar informações confidenciais, principalmente dados de contas bancárias e cartão de crédito. Enquanto a economia mundial vem sofrendo com os efeitos da crise, a economia virtual clandestina se mantém firme e forte”, afirma o vice-presidente do Symantec Security Technology and Response, Steve Trilling.

Novos códigos maliciosos

Considerando todas as ameaças na internet, o relatório indica um aumento da velocidade desse tipo de atividade no ano passado, com a detecção de mais de 1,6 milhão de novos códigos maliciosos. O montante equivale a mais de 60% do total de códigos identificados pela empresa em todos os anos anteriores.

“Enquanto os códigos maliciosos continuam crescendo em velocidade recorde, também percebemos que os criminosos digitais passaram de distribuição em massa de poucas ameaças para uma disseminação mais focada de milhões de diferentes ataques”, diz Trilling.

A atividade de phishing também apresentou crescimento em 2008, com a detecção de 55.389 sites hospedeiros desse tipo de ameaça, um aumento de 66% em relação a 2007. A maior parte das “iscas” de phishing, ou 76%, tinham como objetivo os serviços financeiros, contra 52% em 2007.

Continua depois da publicidade

O volume de spams também aumentou no ano passado, de 119,6 bilhões de mensagens para 349,6 bilhões, o que representa uma alta de 192%.