Rodízio Veicular já não está mais atingindo os objetivos

De acordo com o criador do projeto, é preciso estabelecer novas medidas para o controle do trânsito, como o pedágio urbano e a carona solidária

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SÃO PAULO – Após dez anos de funcionamento, o rodízio de veículos em São Paulo já esgotou a eficácia, segundo o próprio criador do projeto, ex-deputado Fábio Feldmann. O objetivo era reduzir os níveis de poluição e o congestionamento na Cidade.

Contudo, Feldmann acredita que é preciso estabelecer novas medidas para o controle ambiental na Cidade, como o pedágio urbano e a carona solidária.

Segundo veiculou o Diário do Comércio, periódico da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) discorda da ineficácia dos resultados.

Eficiente?

No entanto, um levantamento realizado pela própria CET colocou em xeque a eficácia do rodízio com relação ao congestionamento e contrapôs a opinião da empresa.

Em 1996 (ano do pré-rodízio), a média de engarrafamentos na cidade de São Paulo era de 79 quilômetros pela manhã e de 123 quilômetros à tarde. Passados dez anos, o congestionamento de veículos chega a atingir 85 quilômetros pela manhã e 120 quilômetros à tarde, praticamente idêntico às médias de 1996.

“O rodízio é indispensável. Mas sozinho ele não resolve mais. É preciso que as empresas incentivem a chamada carona solidária. Além disso, é importante a implantação do pedágio urbano e a expansão das ciclovias. Caso contrário, em quatro anos, teremos um colapso no trânsito”, afirma Feldmann.

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De qualquer forma, a CET discorda desta análise. O diretor de operações da empresa, Adauto Martinez Filho, por exemplo, diz que os índices estão estabilizados desde 1997, isso considerando o aumento natural da população e, consequentemente, da frota de veículos.

Carros na garagem

Estudo realizado pelo Ibope revela que 75% dos usuários de carro concordariam em deixar seus automóveis na garagem se contassem com boas alternativas de transporte público.

E ainda segundo o levatamento, 56% dos entrevistados não são a favor ao rodízio de dois dias.